Antes da tempestade

Este é o último dia da minha vida “normal”. Digo isso porque há tempos (mais ou menos 2 meses) venho pensando sobre os próximos acontecimentos, e eis que chega o dia em que tudo comeca. Quem lê isso assim do nada até acha que uma nova era está sendo inaugurada, mas o ponto aqui é, mais uma vez, o tempo.

Os últimos quase dois meses, apesar de nao terem exatamente se arrastado, tampouco passaram naquela velocidade que me surpreendia na minha “Época de Ouro” por aqui. Na verdade, os planos eram escassos e longínquos (essa palavra me faz lembrar do meu pai contando as histórias diárias – e nunca repetidas – no caminho pra escola quando eu tinha 6 aninhos de idade…!), razao pra mim suficiente pra me ver afundada no cotidiano da vida banal dos outros. Preenchi esse tempo vendo filmes, séries (sim, era como se eu tivesse uma TV!) e acompanhando de perto (apesar da distância) tudo sobre a “minha” vida na terrinha que eu deixei.

No entanto, ainda haviam planos.

Viajar nao é somente uma obrigacao pelo fato de conhecer lugares com os quais sonhamos. Nao é pra ver monumentos mundialmente famosos. Nao é pra poder falar que já se foi lá. Pra mim, é uma questao de sobrevivência. Parece dramático, mas nao é. Bem, talvez seja, sim. Mas o fato é que viajar nao ocupa somente aquele espaco de tempo em que se está fisicamente no lugar: muito mais do que isso, se viaja antes mesmo de ter chegado e depois de ter retornado. Mas nada se compara à alegria de planejar. Nao que eu seja a favor de tracar cada passo a ser percorrido, nao, nao… Eu sou do tipo que gosta de andar pelas ruas da cidade sem compromisso e sentir a atmosfera, sentar numa praca pra ler ou ouvir música, subir em montanhas pra ter aquela vista linda (nada do traco típico de historiadora que eu deveria ter: museus absolutamente sao sem graca). O planejar que falo é apenas o pensar que em breve algo novo vai acontecer.

Esta noite pego meu trem pra Viena. Apenas dois dias na capital da música, na cidade do Danúbio Azul de Strauß, dos mestres Mozart e Beethoven, da dinastia dos Habsburgs, da Imperatriz Sissi (ou Romy Schneider?), dos bailes, dos jardins, da ópera. Ok, ok, eu admito que a essa altura do campeonato eu já li alguma coisa sobre a cidade. Bem, e afinal de contas minha Gastmutter é Vienense, nao tem como nao ouvir maravilhas sobre o lugar de vez em quando. Mas o ponto é que é a partir de hoje que o intervalo entre um acontecimento e outro na minha vida se tornam bem curtos.

Logo no comeco de maio já há outra “acao”, desta vez bem longa (os 16 dias na Grécia, que estao me fazendo descabelar com a idéia de simplesmente ficar sem dinheiro no meio da viagem). Chegando junho há a clássica visita à Paris. E depois? Bem, depois falta um mês pra voltar pra casa! E isso porque ainda nao há mais coisas inteiramente certas, porque pode ser que uma ou duas viagens ainda sejam expremidas por aí. Passa rápido. Passa mais rápido quando se tem tanto a fazer, quando se está sempre pensando que daqui a pouco algo nunca ocorrido na vida vai acontecer.

Hoje é meu último dia normal. A partir daqui é tudo um furacao: um furacao que eu mal posso esperar pra ver…!

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1 comentário

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Uma resposta para “Antes da tempestade

  1. lévia da yakusa

    menenaaaaa….novas eras sempre stão sendo inauguradas em nossas vidas!..e nova épocas de ouro tb!!!…..ainda mais no momento atual de sua vida!..olévia de my corazón, tomara que esse furacão seja otimamente ótemo!!!..e sempre pense que tudo vale a pena!!!..inclusive a la maravillosa!!!

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