Carry that weight

Uma vez por mês eu enfrento a maldita e globalmente odiada fila de banco. E essa semana lá estava eu. Não estava exatamente com pressa, mas tampouco exalava disposição pra esperar. Aliás, quem me conhece sabe que esperar é uma das coisas que eu mais odeio na vida. Mas tudo bem. A fila não estava lá aquele exagero todo, eu estava munida de um celular pra fazer ligações no caso de ficar muito entediada (e ele foi usado) e não parecia haver nenhum boy no meio com aquele mundo de contas pra atrasar a vida do resto.

Dois caixas. Tá. Um deles prioritário para idosos, portadores de deficiência física, gestantes e mamães carregando a prole. A gente pensa que num banco dentro de um campus universitário não vão aparecer muitas pessoas que se encaixem nessa descrição, mas a nossa mente pode pregar peças, não é? O tal caixa não teve em nenhum momento mais de uma pessoa na fila (nem sei se uma pessoa pode ser considerada uma fila), mas incrivelmente velhinhos têm algum tipo de sincronia. Quando vinha o pensamento de que caixa finalmente iria ser liberado para uso de pessoas “normais” (ou desprivilegiadas, o que soar mais politicamente correto), aparecia alguém custando a caminhar, a passos lentos… Mas naqueles passos lentos ainda conseguia chgar ao caixa antes que outro ser da fila dos comuns pudesse se apoderar do espaço. E isso perdurou por uma hora. Longa hora. Num dos momentos apareceu uma mulher que eu sinceramente, só de olhar, não saberia em qual categoria encaixar. Seria maior de 65 anos? Não parecia, mas devemos nos lembrar das plásticas e botox. Grávida? Velha demais pra isso, embora com os avanços da medicina a dúvida seja até pertinente.

Observando todos aqueles atendimentos vi que em nenhum momento era exigida nenhum tipo de comprovante de que o cidadão que ali se dirigia poderia realmente se beneficiar do tal caixa exclusivo. Pensei em dar o grito, mas fiquei calada.

Finalmente, quando fui atendida, saí de lá metade feliz e metade triste. Toda vez que entramos num banco saímos mais ricos ou mais pobres. No meu caso, mais rica. Mas considere bem, caro leitor: bolsa de estudante de graduação. Difícil definir o que sentir, não é?

Da próxima vez me passo por grávida. I’m gonna carry that weight.

*Ao som de Peter Bjorn And John – Young Folks

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2 Comentários

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2 Respostas para “Carry that weight

  1. calendar girl

    1- me manda o cd do the who!2- vc precisa atualizar meu blog entre seus links, haha!3- cara, a net abriu eurochannel aqui e eu to zuper “sidivertindo” com uns curtas alemães bonitinhos.4-e.. anh.. é, banco sucks 😀

  2. borges

    Aproveitando meu momento atoístico, cliquei num link do teu lastfm, que vi na comunidade da ufmg e gostei do que li aqui.nice words. Keep going.té

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