Who are you?

Já perceberam como em filmes e séries de tv em geral sempre tem aquele que luta contra o crime e que é atormentado por algo do passado? E que eles quase sempre têm consciência de que seus traumas do passado é que fazem com que eles sejam assim persistentes na busca da justiça?

Esclarecendo: outro dia estava eu assistindo Fringe (sim, nova série pra preencher meus vazios de séries que insistem em tirar pausas imensas entre um episódio e outro) e aí teve aquele momento drama do passado. (Não se preocupe, não é um spoiler) A personagem principal (coincidentemente chamada Olivia) conta que há muitos anos atrás, ainda criança, ela tinha tido a oportunidade de matar seu padrasto, muito mau e que maltratava a mãe. Obviamente ela não conseguiu dar o tiro final. O problema é que o bandido sobreviveu e fugiu. Olivia cresceu, tornou-se agente especial do FBI e agora procura os caras maus. E ela diz que a obsessão dela por prender os vilões é porque ela se sente responsável. Responsável por não ter matado o padrasto malvado quando ela teve chance, responsável por ter deixado um bandido escapar, um bandido que está cometendo crimes que ela poderia ter evitado… blablabla.

Oi, eu sou Olivia Dunham, agente especial do FBI, atuo em casos obscuros, amo meu trabalho, tenho traumas de infância, persigo incansavelmente bandidos, sou curiosa, brilhante... (fade out)

Confesso que fiquei chocada. Se todas as pessoas do mundo fossem desse jeito, o que seria de terapeutas e psicólogos, minha gente?!

Eu queria ser assim, como a Olivia. Já temos o nome em comum, inclusive sem acento. Queria ser assim bem resolvida, saber o por que de algumas atitudes minhas, saber o que me trava e o que me motiva, saber meus traumas, saber quais acontecimentos influenciaram minhas decisões na vida, saber o que me guia e pra onde eu vou.

E eu queria saber assim, do jeito dela, abraçando tudo aquilo como algo que faz parte da própria identidade, sem vergonhas e medos.

Eu não sei se essa tal de “jornada do auto-conhecimento” (que soa à livro de auto-ajuda) é algo que todos percorrem com sucesso, se é na verdade a crise dos vinte e poucos anos, se é idiota e eu estou dando mais importância do que deveria ter (embora ache que não) ou se é coisa de gente indecisa demais na vida.

Eu sei é que um dia eu me assustei vendo um filme no qual a personagem principal vai à uma entrevista de emprego e lhe perguntam: “E quem é Abigail Valência*?”. Porque se me fizessem essa pergunta eu simplesmente não saberia responder.

* Todos os nomes foram modificados para preservar a identidade do citado

* Ao som de The Who – Who Are You

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4 Comentários

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4 Respostas para “Who are you?

  1. livia

    olha, acho super otimo “jornada de auto conhecimento” apesar de achar que isso rola tempo todo, logo nao é exatamente – jornada- quando vc pensa ” nossa, como sou horrivel de pensar isso”, ou “serio, quero que ele (a) morra!!!” vc ve tanto a podridao como algo de legal em vc mesma…..mas perguntinhas de entrevista de emprego, serio, fico tentada a pensar a segunda opçao!

    Agora Fringe eu assisti uns episodios e como ex-fa de Arquivo X que ia nas Convençoes de Arquivo X (alow, meu passado é nerd!) acho super copia xexelenta…..apesar da Olivia ser isso tudo ai que vc disse!!! 😉

    • Olivia

      ah, ter opinião sobre uma ou outra coisa, tudo bem, fala um pouco do q a gente é, mas ainda assim… preciso de coisas mais concretas. e entrevistas de emprego são o fim! Vc já teve q preencher formulários pra candidatura q tinham aquela maléfica pergunta: “Onde você se vê em cinco anos?”????? Ou, eu sei láááááá! Objetivos profissionais, posto almejado… Aff. Meu objetivo é ganhar dinheiro, ué! é por isso q a gente trabalha!

      e qto a Fringe, ainda não consegui decidir se gosto dessa série ou não. Pq parece q a parte dos mistérios é legal e tal, mas tem umas coisas meio… pff. Tipo a Olivia desafia o chefe dela na-ma-ior e nao leva punição nem nada, ela decide fazer viagens internacionais em jatinho do governo e tá tudo lá pra ela. tudo bem q a serie é cheia de evento absurdos (e isso é o legal), mas tem q ser coerente. desde qdo não existe a burocracia?! fora as cenas de perseguição… aquele mundo de policial invadindo um prédio procurando o criminoso e quem se separa do grupo? Olivia. E quem acha o criminoso? Olivia. Sei lá, tem algumas coisas mto chinfrins. E fãs de Arquivo X devem estar decepcionados e p*** por a imprensa estar comparando as duas séries!

  2. Ai Olévia, vc realmente acha que alguém nesse mundo é capaz de dizer quem é, assim, sem hesitaçao? Acho que esse papo de auto-conhecimento é meio over-rated, e concordo com a Lévia (oi Lévia) – é quando a gente se observa, e observa os proprios limites, que a gente aprende a se conhecer.

    E nao vou comentar sobre a série pq eu nunca vi. rs.

    Beso

    • Olivia

      Ou, pior q tem gente q suuuper responde! Não sei se elas acreditam realmente no q estao falando, mas elas têm uma resposta. E pode ser q auto conhecimento seja mesmo over-rated, mas as vezes é bom saber pelo menos uma coisinha sobre a gente mesmo, senao parece q é como se nao tivéssemos identidade. Sei lá.

      Besos!

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