Simple Things

Esses dias me deparei com a tarefa de comprar um celular. Cabeça boa do jeito que eu sou, claro que esqueci meu celular na casa de uma pessoa que mora há duas horas daqui e eu sei lá qual será a próxima vez que eu a verei. E viver sem celular é difícil. Tem hora que é bom estar fora do raio de comunicação, mas na maioria das vezes isso atrapalha e é por isso que eu me lancei na busca de um novo celular (mesmo porque o outro já tava dando os últimos suspiros, tava caducando mesmo).

E foi nesse momento que eu comecei a enlouquecer: lembra de quando tinha apenas alguns modelos de celulares? Ou era aquele Ericsson (só Ericsson mesmo, sem Sony na frente) horroroso, ou Nokia 5120 (e o meu era o i, super revolucionário porque mandava mensagens de texto! Há!) ou um outro Nokia cromado que era pra gente com dinheiro. E era SÓ.

Agora a tarefa se tornou um martírio – câmera de 3, 5, 8 megapixels, GPS, 3G, Wi-fi (que eu confesso que é uma coisa que me atrai muito), mp3 player, touchscreen… E tem Nokia, Sony Ericsson, LG (que antes era marca de monitor e pronto), Samsung, Motorola (te odeio! Morra!)… Como eu escolho?!

Percebam, caros amigos, que eu caí mais uma vez naquela situação que eu abomino, da qual eu tenho horror, pavor e ódio profundo: a indecisão. Pessas indecisas ao nosso redor é uma coisa irritante – ser você mesmo indeciso é frustrante (gostaram da rima?). E foi aí que me lancei à busca de reviews, vídeos no YouTube e tudo mais pra ver qual modelo era melhor, qual valia mais a pena e blablabla. Só que em todos os sites os autores falavam: “depende do que você busca num celular” (eu busco falar. Muito. Pra caramba. Pelos cotovelos.), “se tal função é importante pra você, entao fique com esse, se não, pode comprar o outro que vai te servir muito bem”. Tá, mas o negócio é que eu não sei se a função x vai me fazer diferença! Então no final das contas eu tenho que… hum… glup… decidir???

E isso tudo por um celular. Imagina quando é realmente importante?

Ó, vida cruel.

PS: Ninguém aí tem uma dica, não?

*Ao som de Simple Things – Belle And Sebastian

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2 Comentários

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2 Respostas para “Simple Things

  1. Meu caso foi simples. Eu decidi que nao queria um celular que tira foto, toca musica, acessa internet, etc etc etc. Eu quero um celular com funçoes de celular, e pro resto, uma câmera com funçoes de câmera, um pc, um mp3. Fora que eu acho esses modelos quadradoes feios, e os que sao realmente bons sao mais caros.
    E fora que eu tinha uma obsessao por aqueles celulares pequeninhos que abrem-e-fecham, simplesmente pq eu tinha um e adorava a possibilidade dramatica (e bem gay) de desligar na cara de alguém com um simples fechar de maos!!!
    E ai eu comprei o meu por 1 euro!! E acho ele lindo, mesmo que todo mundo zoe pq ele tem TOQUE POLIFONICO (e nao mp3, hahaha).

    Sobre o papo de auto-conhecimento, eu duvido que exista auto-conhecimento sem hesitaçao. E tenho certeza de que vc se conhece mais do que imagina, por mais que aparentemente se sinta angustiada por nao conhecer. Acho que, um pouco como disse a Livia, é uma questao de analisar as escolhas que a gente toma a cada momento e refletir se essa escolha nos reflete ou nao (pq é claro que às vezes nossas escolhas sao fruto de coisas mais ou menos externas a nos). Bem, nao é um assunto que se resolva com um comentario de blog 🙂 Mas acho que o blog jà ajuda um pouquinho, nao?

    Besos!!!!

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