I am he as you are he as you are me and we are all together

Eu já disse por aqui que antes era bem chata com o resto do mundo que não pertencesse ao meu círculo social. Gostava de falar que era mal-humorada e indisposta com as pessoas.

Aí eu mudei.

Outro dia escutei uma menina falando do quanto odiava “socializar”. Assim, de graça.

Hoje eu acho muito absurdo escutar coisas do tipo. Não que eu não reconheça que já fui assim, mas porque várias das pessoas que ouço falando coisas do tipo são de alguma maneira conhecidas minhas e talvez o que mais salte aos olhos seja a estagnação. É ver que depois de tanto tempo o pensamento predominante é igual, que quase nada muda, ou pelo menos não as coisas essenciais. É ver que o mundo continua fechado para muita gente – porque eles querem. Porque de alguma forma (que ainda não entendi em qual lógica funciona) é legal ser anti-social.

Talvez as pessoas se fechem por medo. Elas estão satisfeitas com o mundo ao redor delas, para que mudar de companhia? Para que arriscar quebrar a cara? Para que fazer esforço se as esperanças são tão pequenas? Ok, argumentos de certa maneira válidos. De certa maneira. Porque a pessoa do seu lado na sala de aula ou no ponto de ônibus não precisa virar seu melhor amigo, não precisa ser super inteligente, te dar a resposta exatamente daquilo que você perguntava, não precisa virar seu camarada de bar, seu chefe, seu empregado exemplar nem a paixão da sua vida. Mas pode ser um insight, pode te contar algo engraçado, pode fazer você pensar em algo, pode falar uma gíria caipira que você nunca tinha escutado (e provavelmente não vai entender), pode te contar uma história interessante, pode ser uma história interessante, pode precisar da sua ajuda, pode te oferecer ajuda.

Acho que o que quero dizer é que não se perde nada estando aberto, mas pode-se perder muito estando fechado. Experiências das mais diversas, que podem transformar um cotidiano muito chato em vida divertida e mais ou menos imprevisível todos os dias.

Enfim, pode ser uma única conversinha. E pode ser A conversa.

 

*Ao som de The Beatles – I Am The Walrus

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4 Comentários

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4 Respostas para “I am he as you are he as you are me and we are all together

  1. esse coraçaozinho ai està que é soh amor ao proximo, hein 🙂

    • Olivia

      hahaha! na verdade no fundo é até egoísta, pq eu só converso com os outros pq nao perco nada não falando. e tb pq pode ser interessante. viu? proveito próprio. Eu lembro do Joey discutindo com a Phoebe, dizendo q nao existia ato totalmente altruísta.

      …tô adotando filosofias de vida do Joey Tribiani. Sintomático?

  2. Yara

    Eu sou super adepta do openstyleoflife! Rsrsrs
    Os velhinhos que me visitam lá no banco que o digam, hahahah!
    Adoro seu jeito de escrever, Olívia!

    • Olivia

      Que milagre você por aqui! Hahahah!

      Mas né, a vida fica tão mais fácil tratando os outros bem…! E escutamos tantas coisas ótimas! Issaê, Yara! Toca aqui! Hahaha!

      E obreeegada e volte sempre. =)

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