In the town where I was born…

Se há um lugar que eu aprendi amar depois de alguns anos de rebeldia, é Belo Horizonte.

Veja bem: é uma cidade aparentemente sem atrativos, nao reconhecida internacionalmente, desprovida de atrações turísticas, construções imponentes ou parques espalhados por todos os cantos. Belo Horizonte nao é o que aparenta ser – isto é, sem graça.

Muito pelo contrário, a capital de Minas Gerais é cheia de pequenas coisas que a deixam muito, mas muito agradável. Podemos não ser os hosts de grandes festivais, não estamos na rota turística da maioria dos estrangeiros que vêm ao Brasil (quando muito somos passagem pra chegar à cidades históricas como Ouro Preto, Mariana & Cia) nem temos monumentos e museus de renome mundial.

O que Belo Horizonte oferece é algo que talvez nem todos achem interessante, mas para mim assim o parece: uma cidade grande com dimensoes nao homéricas, ruas agradáveis e arborizadas para se caminhar em regiões centrais, cafés com cadeiras para se sentar na calçada e escutar música (nao sou fã de música ao vivo, mas há lugares de boa música), um mercado central muito interessante, bares e mais bares para sentar, beber e falar bastante, e claro, as pessoas.

Não digo que todos os habitantes de Belo Horizonte sejam o retrato do que se pode chamar de agradável, mas é inegável que o número de pessoas simpáticas e o grau da simpatia é maior do que a média do mundo. Um lugar onde você faz amizades simplesmente conversando com o estranho do seu lado no ponto de ônibus, onde uma velhinha vem e te abraça quando você está chorando na rua, dizendo que não sabe o que está acontecendo, “mas tudo vai ficar bem”, onde o garçom é seu velho conhecido, os vizinhos ainda passam na sua casa só pra jogar conversa fora e você ainda pode ir lá pedir uma xícara de açúcar quando a sua acabou.

Beagá, como disse em um post há uns anos atrás, é uma cidade grande com alma interiorana, que não decidiu se é metrópole ou roça, e vive tranqüilamente nessa fronteira. E seus habitantes são assim. Vivem na cultura “avançada” da modernidade, mas parando pra comer pão de queijo no intervalo da manhã.

*Ao som de The Beatles – Yellow Submarine

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4 Comentários

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4 Respostas para “In the town where I was born…

  1. aqui num tem botãozinho de curtir?! assim, ainda não descobri pq gosto de BH não. Acho mesmo que é só porque eu me sinto “em casa”…

  2. Olivia

    Na verdade tem um “Like” logo no fim de cada post. =)
    Bem, talvez eu ache todas essas coisas de BH legais porque me são familiares, o que cairia nisso também: é o lugar onde me sinto à vontade.

  3. Ah, que post bonitinho. Eu tb descobri que gosto (muito) mais do que imaginava soh depois de estar longe. De vez em quando eu lembro da bhtrans e desanimo, mas tenho uma memoria tao “aconchegante” de beagà… e tb acho que as pessoas legais superam a média do mundo todo, embora tenho suspeitas de que me sentiria bem em pernambuco – na verdade eu julgo as pessoas pelo sotaque, e o sotaque do nordeste é tao bom que as pessoas soh podem ser legais (tomando-se em conta o que vc mencionou, claro, que é a média de pessoas legais). Aliàs achei uma otima forma de julgar a cidade. Acho que Paris concentra o maior numero de pnc pretenciosos do Planeta Terra.

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