I feel it in my fingers

Maratona de filmes de Natal!

(Parte 2)

Bill Murray, não sabemos bem porque, tornou-se um ídolo do pessoal cult, não é mesmo? Particularmente eu gosto muito dele e dos filmes leves e mesmo bobos que inexplicavelmente se tornam mainstream (tipo “Groundhog Day”, que eu vi dublado num dia qualquer na Band, adorei, e depois fui descobrir que era um filme adorado por muitos). E aí que descubro que Bill Murray não apenas está em um dos filmes de Natal mais citados das listas buscadas, como ainda por cima o filme é uma adaptação para os tempos modernos de uma das histórias mais lindas de todos os tempos e a qual adoro desde pequena: Um Conto de Natal. “Scrooged” (1988) é isso: um Ebenezer Scrooge da atualidade (ou o quão atual os anos 80 podem ser), com os fantasmas do Natal passado, presente e futuro. Particularmente se tornou um favorito meu. A história de Scrooge não é uma sobre o insight maravilhoso que acontece com todas as pessoas durante a época do Natal, mas apenas aproveita a época para refletir sobre quem você se tornou, o que gostaria de fazer… E eu acho isso válido. É um homem pensando sobre sua vida e tendo a coragem para mudar.

Também na lista dos mais queridos está “Love, Actually” (2003), que também me lembro de ter ido ver no cinema, esperando que o amor acontecesse em forma de beijo com o menino que foi comigo. (Não, não aconteceu.) Acho que todo ser já viu este filme, é um daqueles que vira e mexe está passando em algum canal, mas vamos lá: são várias histórias paralelas, todas as pessoas têm alguma conexão entre si. Eu gosto particularmente da história do menininho que acabou de perder a mãe e vive agora com seu ótimo padrasto – e está perdidamente apaixonado. Também é legal a do casal que se conhece fazendo um filme pornô, e ainda a do cara que ama a recém-esposa de seu melhor amigo. Essas histórias não estão apegadas a nada de mágico em torno do Natal. Sem Papai Noel, ou espírito natalino, ou pessoas que estão extremamente envolvidas com o fato de que a noite do 24 e o dia 25 de dezembro são extremamente especiais. São apenas histórias de diferentes tipos e manifestações de amor.

E o que acabo de ver (mas não é o último da lista!) é o super clássico da infância, já mencionado no post do ano passado: “Home Alone” (1990). (Estou colocando os títulos em inglês porque é assim que está por aqui e já comecei assim, então vou até o final, ok?) Este eu também vi no cinema quando era beeeeem criancinha. Tinha uns quatro anos. Sempre me lembro da abertura, com o fundo preto e a casa azul surgindo com o título do filme. Eu não sei se a maioria das pessoas tiveram isso, mas eu sempre fui ver esses filmes quando criança e meus pais sempre fizeram o esforço de me dar uma infância de verdade, mas acho que eles nunca tiveram a real dimensão do que significa para uma criança ver coisas como um garoto sozinho em casa, numa casa ENORME e cheia de coisas legais. Era uma visão paradisíaca. Fora a série de aventuras e o circuito de desafios que ele montou para os ladrões (Joe Pesci, você é brilhante!). “Esqueceram de mim” foi absolutamente um filme da minha infância. Eu assistia meu VHS sempre e a cada ano, quando passava na televisão (fosse Sessão da Tarde, Tela Quente ou aquele de domingo), lá estava eu a postos, acompanhando cada fala, vibrando e chorando como se fosse a primeira vez que via.

Todos os filmes desta sessão entram de alguma forma para o rol dos favoritos: “Os fantasmas contra-atacam” (sim, o título em português virou isso) pela ótima adaptação encabeçada por Bill Murray, “Simplesmente Amor” pelo… amor, e “Esqueceram de mim” por ser um eterno clássico, senão para toda a minha geração, pelo menos para mim.

Ainda não acabou…

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3 Comentários

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3 Respostas para “I feel it in my fingers

  1. Ai eu concordo com vc (apesar de nao partilhar sua alegria natalina), Esqueceram de Mim é um filme totalmente sensacional. E sempre que eu to sozinha em casa em quelquer situaçao eu aproveito pra fazer bagunça e depois corro pra arrumar quando meu namorado tà pra chegar. Soh agora me dou conta que é totalmente reflexo de “Home Alone”!!!

    • Olivia

      Hahahahaha! O espírito infantil nunca nos deixará, isso é fato. A parte de fazer bagunça que me desanima é o ter que arrumar depois. Mas eu nao sou uma pessoa organizada, entao acho que vivo na bagunça. Sério. Eu estou demorando quase um mês pra organizar coisas no meu quarto porque troquei um móvel. Tá o caos e cada dia eu arrumo uma coisinha pequenininininininninininha.

  2. Olivia, eu sou muito bagunçada. Quando eu ia vir pra França, a palavra de ordem da minha mae era “ninguém vai conseguir te suportar!!” (minha mae é um doce de pessoa). Quando ela conheceu meu namorado – mais especificamente, quando ela foi espiar honestamente o estado da mala que ele tinha levado pro br – ela disse “é, vc tinha mesmo que arrumar alguém pior que vc”. O agravante é que a gente se sustenta mutualmente na bagunça. Mesmo assim, quando ele viaja eu deixo tudo de pernas pro ar (no nivel “dificil se locomover em casa”) e dou uma arrumada quando ele vai chegar. Claro que a gente arruma pra fazer faxina, mas a arrumaçao nao dura um dia. Ainda mais em 30 m2!

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