What comes is better than what came before

Outro dia estava lendo algumas coisas aleatórias na internet (especialmente este blog, do qual li quase tudo) e percebi como tem gente que admira muito uma pessoa – cantor/a, ator/atriz, diretor/a e por aí vai – e toma pra si a própria pessoa, admitindo querendo ser ou pensar muito igual àquele/a a quem admira.

Fiquei pensando que isso foi basicamente uma característica da minha adolescência, mas mesmo assim não sei se cheguei a ser completamente fã de ninguém. Eu admirava David Bowie, Tilo Wolf, Nicole Kidman (é, ela passava por uma boa época), citando aleatoriamente. Mas eu nunca afundei totalmente num artista a ponto de saber tudo sobre ele, discografia de cor e salteado, diálogos inteiros de filmes, detalhes da carreira ou mesmo da vida. Mas é verdade que eu admirava, ou pelo menos queria muito admirar e eleger uma pessoa com a qual eu me identificasse. Os defeitos não existiam.

E por mais que seja problemático pensar assim, ou seja, que alguém está livre de falhas, hoje eu acho que é bonito o fato de por um momento querermos enxergar apenas as coisas boas. É raro. Pelo menos agora. Com o passar do tempo não sei bem pelo que passamos que nos faz ver o outro com todos os seus problemas. Isso pode ser um problema quando não passamos a admirar mais ninguém, quando se vai com um pé atrás com todos porque já esperamos uma decepção pelo caminho. Mas também pode ser válido na medida que passamos a enxergar a humanidade de cada um. Talvez. Afinal de contas existem coisas muito legais criadas por meros mortais, tão falhos quanto qualquer outro ou como nós mesmos. Talvez isso torne a admiração maior, embora diferente.

Mas também depende se você está tendo um dia pessimista ou otimista.

*Ao som de The Velet Underground – I Found a Reason

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4 Comentários

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4 Respostas para “What comes is better than what came before

  1. Pessoalmente, eu acho que quando vc admira sem ver defeitos é pq nao conhece bem ainda (afinal todos tem defeitos)… eu nao concebo que se possa “amar” alguém (eu sei que amor é uma palavra forte, mas aqui o sentido é genérico) sem conhecer os defeitos, ou a despeito dos defeitos. Eu acho que se ama com os defeitos também, é isso que torna as coisas mais solidas. Pq senao, a primeira visao de um “defeito” poderia fazer ruir toda aquela admiraçao baseada na (pretensa) perfeiçao. Mas enfim, é soh o que eu acho 🙂

    • Olivia

      Eu estava mais pensando sobre uma admiração assim de ídolo mesmo, sabe? Cantor, diretor, ator… Essas coisas. Acho que nesse sentido adolescente principalmente se afundam e declaram amor a determinada pessoa mais pela busca de algo que a identifique – e aí tô pensando naquela coisa que é da idade mesmo, de busca de identidade e tal. Mas se for passar pra uma coisa mais pessoal mesmo, de relação, aí fica diferente. É o que tentei dizer no finalzinho ali, mas acho que ficou meio embaralhado. Acho que é legal pensar que nisso mesmo, que com todos os defeitos e talvez mesmo por causa do que seriam consideradas falhas, são criadas coisas muito extraordinárias, e isso torna tudo ainda mais admirável.

      E por falar em defeitos, lembremos do Mark Darcy na declaração mais linda de amor de todos os tempos: “I like you, just as you are.”. #todasderrete

  2. Eh, eu nao entendi direito se vc tava falando de idolos ou se relaçoes pessoais e acabei respondendo sobre as coisas pessoais. Eu nao sei direito quanto aos idolos, eu jah tive album do Leonardo di Caprio (hauhuahauhauhauhauahua) mas era coisa de momento… Nada de identificaçao. Talvez eu tenha tido algum idolo que eu apaguei da memoria por vergonha hahaha. Mas que eu me lembre nunca tive isso de achar que alguém era absolutamente perfeito, ou de achar que eu conheço tanto um fulano famoso a ponto de “entendê-lo”.

    E todas ama Mark Darcy!!!

    • Olivia

      Ah, é, também tive a fase álbum do Leo… Aiai… Eu também não tive ídolos da forma que descrevi, apesar de gostar MUITO de algumas pessoas, mas uma amiga minha tinha, e olhando agora só posso pensar nessa tentativa, sabe. Porque era uma coisa de declarar pra todo mundo e tal, como se quisesse automaticamente ser associada ao ídolo. É até chato.

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