Falling slowly

Quem me conhece sabe que o chão e eu temos uma história de amor e ódio: ele me ama e eu o odeio. Mas o fato é que não conseguimos ficar longe um do outro, então vira e mexe eu caio.

Por outro lado, existem alguns dias que me odeiam. Foi o caso da última terça-feira. Ela simplesmente não foi com a minha cara.

Pra começar, foi o início oficial do outono. A verdade é que eu tava curtindo isso, afinal de contas a temperatura ficou amena (“amena” em BH é tipo até 27 graus, mas significa uma tarde até quente, mas com vento, e a possibilidade de usar calças e camisetas com mangas normais) e tornou-se possível imaginar a vida sem ventilador e ar condicionado. Mas como o dia foi negro, meu olhar a posteriori quer pensar que o começo do outono significou dias curtos, o que me afeta muito (post sobre clima/sol vs. humor em breve).

Bem, tudo estava bem até eu sair de casa. Pra começar o tempo fechou e iniciou-se uma leve precipitação que se tornou uma chuva das bem fortes em menos de 3 minutos. Aí as coisas começaram a desandar.

Eu tenho um sapato que é o pesadelo de todo mundo que anda a pé. (Não me pergunte porque eu o uso, já que eu sou pedestre.) Ele tem o solado extremamente liso e já me rendeu uns escorregões. Aí junta com o fato que eu preciso descer um morro* maligno. Maligo do tipo “ele quer seu mal MESMO”. Eu já comecei a pensar que aquela junção morro malvado + sapatos lisos + água + amor platônico do chão pela minha pessoa não iria dar certo, então preparei meu espírito para o pior. E de repente vem aquele escorregão dos infernos. Eu caí sentada, meu guarda chuva quebrou, fiquei toda molhada… E custei a terminar de descer o resto do caminho. Pensei até em renunciar e descer escorregando, tipo tobogã mesmo. Por fim, cheguei no final. Há alguns passos dali estava o ponto de ônibus, um paraíso coberto (pra você ver como tava a situação). Aí o ônibus passa. E passa. É. Simplesmente passou. Devagar, tomando seu tempo, o motorista virando o pescoço enquanto olhava aquela alma sem brilho nos olhos (a.k.a.: eu) acenando loucamente, a expressão mudando de feliz para “eu não acredito que ele vai fazer isso comigo”.

E pra completar eu passei mal do estômago.

* Alerta cultural: em BH “morro” não é sinônimo de “favela”, mas sim de “ladeira

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