“A Game of Thrones”, George R.R. Martin

Um dia a HBO resolveu agradar fãs de fantasia. Pronto.

O primeiro livro da série A Song Of Ice and Fire, A Game of Thrones foi originalmente publicado em 1996, logo seguido em 1999 por A Clash of Kings, A Storm of Swords de 2000, A Feast for Crows de 2005 e, finalmente, A Dance With Dragons de 2011. Até onde eu sei, a série terá sete livros.

A história se passa numa terra e época imaginárias, numa sociedade inspirada nas histórias do nosso real ocidente medieval. Assim, seguindo essa idéia feudal, os Seven Kingdoms acabam sendo como um único grande reino dividido entre sete menores, cada qual com seu castelo/capital e senhor.

Embora contado na terceira pessoa do ponto de vista de vários personagens, o lado priorisado é o da família Stark, que governa o norte, Winterfell. A trama começa quando o rei Robert Baratheon, amigo de Eddard Stark, chega inesperadamente a Winterfell para fazer de Eddard (Ned) o próximo King’s Hand, um título que significa o mais alto poder depois do próprio rei. Isto significa que Ned deve deixar sua terra natal e ir para a capital, King’s Landing.

Outras duas linhas principais na saga se localizam no extremo norte e extremo sul. Ao norte, o limite da terra conhecida e “civilizada” é The Wall, um muro gigante de pedras enormes, construído há muitos séculos e que impede a passagem dos chamados wildlings. Sobre o que existe além da muralha pouco se sabe e as histórias conhecidas, povoadas de seres fantásticos, são tidas mais como lendas do que como realidade. Os jurados à Night’s Watch são os defensores do muro. Para lá são mandados basicamente condenados à morte que recebem uma chance de viver, embora nunca mais poderão abandonar a muralha, casar, ter filhos… Os membros da Night’s Watch tampouco participam dos assuntos políticos ou das guerras. Eles servem unicamente à muralha.

No extremo sul, acompanhamos Daenerys e Viserys Targaryen, filhos do antigo rei dos Seven Kingdoms, destronado e morto, assim todo o resto da dinastia, com exceção dos dois, que vivem no exílio. O rei Aerys Targaryen era considerado um rei cruel e louco, o que levou a uma guerra na qual Robert Baratheon e Eddard Stark, entre outros, lutaram juntos. Desde então Robert é rei, mas Viserys busca vingança contra aquele que chama de “usurpador” (novela mexicana feelings!) e trama retomar o trono que pertecen à sua dinastia por direito.

Bom, eu paro por aqui porque qualquer coisa a mais pode ser spoiler, o que significa que esta é uma história de traições, segredos, esquemas e planos sombrios. Todos os lords têm ambições, todos tramam uns contra os outros, os valores como honra, família, glória e riqueza se sobrepõem.

A princípio é um livro devagar, mas acontecimentos logo no início do livro acabam constituindo um fio condutor da história, ao redor do qual aparecem cada vez mais tramas entrelaçadas das quais se pode esperar absolutamente qualquer coisa.

De maneira geral, um livro interessante de fantasia, que embora não tenha lá um estilo narrativo muitas vezes não atraente pra mim (as descrições longas e a linguagem muitas vezes distanciando o leitor do personagem), ainda assim consegue esboçar personagens interessantes e histórias inesperadas.

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