“A Clash of Kings”, George R.R. Martin

Depois de alguns meses me arrastando pela primeira parte do livro a leitura finalmente engatou. É difícil definir se a morosidade anterior era devido ao livro mesmo ou à minha falta de regularidade no que se referia a leituras.

Começando do começo: A Clash of Kings é o segundo livro da série ainda não terminada A Song of Ice and Fire. Até o momento foram publicados cinco volumes e se diz por aí que o autor está trabalhando nos sexto e sétimo. Se é por aí que as coisas terminam, eu não sei, mas não gostaria de muito mais livros, afinal acaba ficando cansativo. Mas essa série ficou pop mesmo por causa da HBO, que no ano passado lançou Game of Thrones (título, aliás, do primeiro livro da série, do qual já falei aqui). Como tudo que a HBO toca vira ouro, as portas para mais uma franquia de sucesso se abriram.

A história se passa numa terra imaginária, mas que seria como uma época medieval do mundo real ocidental, mas obviamente com algo de fantástico.

Entrando neste livro especificamente, a ação na história realmente só pega no tranco a partir da metade, quando os esquemas e planos começam a tomar uma forma mais definida e realmente são colocados em ação. Até então somos apresentados ás diversas situações, inteirados de maneira geral do que se passa em cada canto. Deve ser por isso que demorei meses para sair das partes iniciais e passei por longos períodos de hiato devido à grande falta de interesse.

No entanto, talvez esta maneira de organizar o livro tenha a vantagem de tornar o leitor mais familiarizado com os personagens, de criar uma certa intimidade, uma compreensão, de certa maneira tornando plausíveis as ações de cada um deles. Se há uma vantagem no livro, aliás, é a de trazer uma dimensão um pouco maior a cada um dos personagens, entrando mais na maneira de pensar, na lógica de cada um.

Alguns personagens crescem de maneira surpreendente, como foi o caso de Sansa Stark, quem eu achava superficial, mas agora vejo como apenas uma menina que cresceu ouvindo muitas histórias de príncipes e donzelas, fazendo daquilo uma realidade.

O anão Tyrion Lannister, já um personagem marcante e divertido do primeiro livro, reaparece com mais força, em posição política influente e por isso também participando de diversos jogos de poder. É através dele também que temos um maior contato com Cersei Lannister, que neste livro mostra suas fraquezas e é, assim, humanizada, no sentido de ser alguém com paixões, amores e, sobretudo, uma mãe.

Outra mãe forte é Catelyn Stark, que aparece como importante mediadora na história, mas mais do que isso, é uma mulher forte, é mãe, esposa, filha, e senhora de Winterfell. Seus conflitos internos, a vontade pessoal de vingança e seu dever político, são parte interessante da personagem, levando às vezes a alguns questionamentos sobre qual seria a diferença entre Cat e Cersei. (Muitas, na minha opinião, mas as duas têm seus momentos de mães protetoras.)

Impressionante para mim é o personagem Theon Greyjoy. Ele conseguiu ser um personagem compreensível, mas nem por isso menos do que odiável. E eu gosto quando me deparo com esse tipo de personagem.

Alguns fios da história ainda não me prendem, como é o caso de Dany Targaryen e seus dragões e Jon Snow e sua incursão além da muralha. Veremos como essas linhas se desenvolvem.

Infelizmente, ainda não tomei gosto pela literatura tão descritiva e confesso que várias vezes vou pulando linhas e palavras usadas para minuciosamente adjetivar todo e qualquer substantivo.

Veremos o próximo.

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