“Life of Pi”, Yann Martel

Há um tempo atrás, no afã de viagens e de vida com uma mochila nas costas, muito provavelmente depois de ter visto Na Natureza Selvagem, pesquisado sobre o livro e caído numa das várias listas de literatura sobre viagens, me deparei com “Life of Pi”, dito leitura obrigatória para todos aqueles que amam viajar. Então finalmente encontrei uma edição para o Kindle e pronto, lá fui eu.

Capa da primeira edição

Eu dividiria o livro em quatro partes. Na primeira há uma introdução do autor, dizendo como ele se deparou com a história que em seguida será contada e explicando que ele resolveu escrever o livro em primeira pessoa porque aquela história só podia ser contada assim. Logo em seguida começa a narrativa da vida de Piscine Molitor Patel por ele mesmo, sua vida com sua família dona de um zoológico na Índia, seu contato com três religiões diferentes, enfim, um histórico, uma memória. A terceira parte diz respeito ao evento que faz sua vida mudar (é também a parte principal) e, por fim, um encerramento já não mais em primeira pessoa.

O livro ainda me deixa em dúvida. Não consigo formar uma opinião mais definitiva sobre ele, mas de maneira achei pretensioso. E digo isso por causa de declarada vontade e esforço de converter o leitor ateu ou agnóstico, por tocar todo o tempo na religião, colocando-a como a única maneira de ter uma vida plena.

No entanto, ao final eu tive uma surpresa, já que a história até ali desenvolvida assume um outro significado, transformando toda a leitura e fazendo com o que parecia ser um mero relato (fantástico, mas um relato) se transforme em alegoria, pergunta, dúvida. Ficção ou realidade? (Particularmente eu fiquei com essa pergunta ao longo de todo o livro, isso não é um spoiler.)

Ao fim, o livro fica com você, é daqueles que você precisa processar, colocar em ordem para produzir um entendimento próprio. Por fim, a resposta à pergunta parece desimportante e a discussão parece se deslocar mais para o acreditar. E é aí que o bicho pega, porque volta àquela questão religiosa. Mas claro, isso tudo é pós leitura, o que significa que já é coisa da minha cabeça.

De maneira geral, o livro é interessante, embora em alguns momentos cansativo. Pelo estilo de escrita, eu não colocaria perto das melhores coisas do mundo, é simplesmente normal. A maneira de contar não é diferente. Como uma história, interessante. Um livro que, sinceramente, por enquanto eu recomendo porque gostaria de discutir com alguém as impressões, porque ainda estou totalmente em cima do muro.

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5 Comentários

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5 Respostas para ““Life of Pi”, Yann Martel

  1. Tava aqui pesquisando sobre esse livro pq fiquei curiosa e descobri que o Moacyr Sciliar preocessou esse cara por plágio, por causa de um livro dele que chama Max e os felinos e tem uma idéia parecida. Vc viu isso? E a história dos Richards Parkers? que coisa!

    • Olivia

      Vi sim! Primeiro eu fiquei curiosa pq ele agradece o Moacyr Scliar no começo do livro, mas como eu nao sabia absolutamente naaada da história resolvi nao procurar nada até terminar. Aí vi q ele copiou descaradamente, embora a mensagem principal pareça ser bem diferente (nao sei, a maioria dos textos parece ser de gente que curtiu muito o livro). Mas fiquei curiosa pra ler esse do Scliar também!
      A história dos Richards Parkers eu não vi, não! Vou procurar aqui!

      Aqui, você vai ler? Porque eu queria de verdade que alguém lesse pra eu conversar e organizar minhas idéias. Ah, e tô lendo Neil Gaiman, The Graveyard Book!!!

      • uai, eu tinha deixado uma resposta mas perece que não rolou. vou tentar achar o life of pi, se encontrar vou ler tb! e o livro do neal gaiman já li, mas ainda prefiro ele nos quadrinhos. o que não quer dizer que o livro tb não seja legal!!

  2. eu tava procurando aqui pra comprar, se eu achar leio e a gente conversa!

    e eu jà li o the graveyard book!! achei legal, mas ainda prefiro o gaiman nos quadrinhos!

    • Olivia

      É que o outro ficou precisando de ser aprovado. Estranho que este aqui nao precise… Sim, procure o livro! E quanto ao Neil Gaiman, eu também curto muito ele escritor, acho q nao li mta coisa dele dos quadrinhos (é, eu seqüestrei seus Sandman aquele tempo todo e nem li!).

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