A girl with kaleidoscope eyes

Parece que nos últimos tempos os filmes têm se enveredado por um caminho interessante: um século XIX, às vezes virada para o XX, com uma tecnologia que supera o que realmente acontecia na época, embora não chegue ao que temos hoje. Não que pareça muito fora de lugar, afinal de contas são uns instrumentos mecânicos que até se encaixam, são coisas que pelo menos visualmente te transportam para o período, muito embora a eficiência fique um pouco off.

Vêm à cabeça imagens como as de A Invenção de Hugo Cabret, essa nova safra de Sherlock Holmes e ainda aquele filme que nem fez muito sucesso, A Liga Extraordinária. E eu sempre curti muito esse tipo de coisa, embora nunca tivesse pensado sistematicamente no assunto. Portanto eu nem sabia que existe um nome pra esse tipo de filme, literatura, quadrinhos e por aí vai. É chamado steampunk.

A premissa, de acordo com que li por aí na internet, é justamente esse anacronismo: são histórias ambientadas na era do vapor (portanto a palavra steam) ou em algum passado imaginário semelhante, mas que alcançaram um avanço científico com a tecnologia disponível na época. Enfim, a Wikipedia está aí pra ajudar.

E olha, século XIX é comigo mesmo. É um período cheio de contradições, quando os avanços científicos batem de cara com novas idéias políticas, um mundo em que o antigo e o novo se debatem mas estranhamente se reconciliam. É essa idéia de progresso fixa na idéia de todos os intelectuais, a própria idéia de intelectual aparecendo com força… Fora que um dos precursores de tudo isso é Julio Verne (que não pode ser chamado de steampunk porque não escrevia sobre um passado, mas sobre sua própria época), cujos livros eu devorei quando tinha ali pelos meus 10, 11 anos de idade.

Então resolvi fazer do mês de julho o mês do steampunk literário.

Pegando daqui e dali encontrei duas séries e uma trilogia aparentemente famosas e elogiadas (mas vamos ver como é que isso se desenvolve, porque Crepúsculo também está cheio de elogios e cotado 5 estrelas por aí). O objetivo é ler o primeiro livro de cada uma dessas histórias. Espera-se que pelo menos uma dessas linhas de história seja boa para prosseguir. Não vou escrever nenhuma sinopse porque eu mesma detesto ler essas coisas e prefiro partir pra história sem saber quase nada do que vai acontecer, só pra tudo ser surpresa e já não ir com nenhuma expectativa. O objetivo deste post é mais me fazer voltar no fim do mês e me obrigar a escrever sobre esse gênero. Então aí vão apenas os títulos.

Leviathan (Leviathan Trilogy), de Scott Westerfeld

– Soulless (The Parasol Protectorate), de Gail Carriger

– The Girl in the Steel Corset (Steampunk Chronicles), de Kady Cross

Esse último aí está me dando poucas esperanças, ainda mais porque eu julgo livros pela capa e esse aí tem a seguinte capa:

E eu não consigo olhar pra cara dessa mulher e não lembrar da Megan Fox, e quem leva a Megan Fox a sério? Mas vamos que vamos.

*Ao som de The Beatles – Lucy in the Sky with Diamonds

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