You’ve got to hide your love away

Margot na estante

De vez em quando eu sinto a necessidade de afirmar meu amor por gatos. Este post é sobre isso.

Eu não sei de onde surgiu, mas existe essa idéia de gato de biblioteca. Aquele gatinho escondidinho entre os livros, confortavelmente instalado numa prateleira. A primeira lembrança que tenho desses gatos cultos vem de Castelo Ra-Tim-Bum, que contava com o Gato Pintado tomando conta da Biblioteca do Castelo. Todo os dias (ou episódio) ele lia uma poesia diferente. Quero dizer, ele repetia, mas tinha um número razoável, talvez limitado porque acompanhava uma animação feita especialmente para aquilo. Eu lembro que não curtia muito – eu nunca curti poesia assim (todos morrem). Sempre tinha esperança que aquele quadro se desenrolasse em um Senta que lá vem a história. Eu adoraria ter ouvido um gatinho, ainda que marionete, contando histórias.

Outro dia também vi um livrinho chamado Dewey: um gato entre livros, que tem um título já bastante sugestivo. Pelo que vi a autora é uma bibliotecária contando da experiência de encontrar o gatinho Dewey dentro da “sua” biblioteca.

Eu gosto dessa imagem, do gato te acompanhando na leitura, no ambiente quieto da biblioteca, esperando alguém chegar pra ler um livro com ele. (Se eu subtituísse “gato” por “criança” acho que seria considerada uma pessoa normal.) No entanto o que é retirado disso é a simples informação de que gatos querem ser humanos…

E assim seguem os gatinhos sendo execrados pela população que acha que você tem que escolher entre gatos e cachorros e, tendo tomado seu lado, deve odiar o outro. Os felinos então alimentam essa idéia de serem cultos, ao contrário dos cachorros, que são amigos leais (só dá pra ser um dos dois), e passam o dia devorando os livros e as informações que farão com que um dia eles dominem o mundo. Como se os gatos tivessem essa mentalidade de usar o conhecimento para algo assim. Eles simplesmente querem o conhecimento pelo conhecimento, querem ser intelectuais bon vivants. True story.

Enquanto isso, neste recanto das Minas Gerais, a gatinha Margot continua seus estudos. Filha da Faculdade de Filosofia e Ciência Humanas da UFMG, ela agora se aninha na minha estante procurando seguir sua vida de erudita. Ou ela queria só o quentinho do decodificador ali, afinal está frio. Ou ela só queria esconder. Ela curte isso.

Esconde esconde

* Ao som de The Beatles – (You’ve got to) Hide Your Love Away

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6 Comentários

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6 Respostas para “You’ve got to hide your love away

  1. Helen

    Não sou uma entusiasta (!!!) de nenhum animal. Quer dizer, eu gosto deles, mas não sou de pegar, apertar, amassar, tipo Felícia, não.

    (Quem é assim é a Clarissa, que foi pega essa semana tentando lamber o focinho do Cookie. E se deixar ela faz coisas desse tipo com qualquer bichinho que aparecer no caminho)

    Também não entendo essa classificação automática de cachorros como festeiros, amigões e companheiros e gatos como blasé e traiçoeiros. Tenho uma preguiça disso…

    Na casa da minha sogra tem duas gatas (já teve época de ter 5). Domingo passado almoçamos lá, e em seguida a Clarissa ia tirar um cochilo na cama do casal. Quem encontramos no armário do meu sogro? Miucha (!), no meio de umas roupas emboladas.

    Ela é super anti-social, foge até dos próprios donos. Saiu de lá sem problemas, mas levou consigo uma camisa agarrada na patinha, no melhor estilo resisto até o fim, foi ótemo!

    Você tem quantas gatinhas agora?

    Besooooooooooo!

    Obs: eu amo essa música.

    • Olivia

      É que gatinhos são carinhosos, mas no tempo e jeito deles. Precisam te conhecer, se acostumar… Claro que tem uns gatos que são mais sociáveis que outros. Sei lá, é igual gente quase, cada gato tem uma personalidade realmente muito diferente do outro.

      Que graça Clarissa brincando com o Cookie! Aliás, QUANTOS ANOS TEM O COOKIE???? Tem mais de 10 anos que eu te conheço e ele já existia há tempos na sua casa!

      Agora só temos a Margot, a Mignone, a gata mais amigável e de boa do universo, realmente nunca mais apareceu, não gosto nem de pensar nesse assunto. A outra que achamos na rua e teve filhotes levamos pra serem todos adotados, nao dava pra ficar aqui. Entao agora está a Margozinha e o Léo, o papagaio da minha mae.

      E seus peixes? =)

      PS: precisamos marcar nosso almoço!

  2. Gentem, sua estante é tão mágica!!
    E achei muito mágica também a história da Margot sendo um gato letrado! Nasceu dentro da faculdade e agora persiste no caminho do saber! ahahaha!
    E acho que esse livro do gato Dewey nasceu na esteira do pós Marley, quando todo mundo achou que escrever sobre animais ia vender rios de dinheiro… Mas se não me engano a Belísia deu esse livro pra mãe dela, ou outro sobre gatos…

    • Olivia

      Sim, eu vi o Dewey na casa da Belísia mesmo! Não dei muita bola, nem sabia qual era a história, mas até que é legal essa coisa de uam bibliotecária encontrar o gato dentro da biblioteca e passar a cuidar dele, e é uma história “real”, depois vou dar uma olhadinha. E a carinha do gato na capa é uma graçaaa!

      Essa estante é nova, ganhei no fim do ano de tanto encher o saco porque não tinha mais lugar pra colocar minhas coisas e o que eu queria de verdade é fazer de uma das minhas paredes uma estante, sabe, a parede toda, mas não dá, entao vai indo essa mesma, que é bem bonita na verdade, eu só que parar de colocar TUDO nela, pq nessa foto aí tem até um pacotinho de pão de mel!!! hahahaah!

  3. fiquei procurando o pacote de pão de mel e não achei… mas achei o gato! dá pra brincar de onde está o wally com essa foto, tipo onde está o harry potter! 😀

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