Carrinho de corda não disparado

Este é um texto de retorno, mas não é um texto de anúncio de retorno. Muitas vezes faço promessas, coloco objetivos, juro para o público imaginário de qualquer coisa que eu coloque na internet que “agora vai”. Nunca vai, nem volta, nem nada. Mas de alguma forma estes posts não escapam de ser promessas. Este também.

Escrever é bom. É sofrido também, quando a gente quer escrever bem – mas quando é só uma questão de escrever, sem qualquer qualificador, é bom. Então segue:

Issjdflai sdfoerqak apaeorjf apojakfjd apoqeonzk nvjdfii isdf js sodifjapef: “jskdfjsleinf, kdfjskdf Pfksdjjss?”. JJJJJJJJJJ! Gnfsdfo fjk dkfjskd – sjdfalks – mkfgisur, qjdskd, sdhfskdfjsdhfjs oweirhfj sdhf aisu uqwelf zjhje uyuyuyuyuy! Mq? KJgdusidi asdjoie Jsdjh Hjfsd, sdfsjidfiadn; çadsldkji sdfhqieqj cgwye reyj sueh iweyr… Thfsjd efoefal ieryw qyadbo sdfiyqwhj asjdis utakdj seoijral (jfshdk adifqoeuq afsbni urufni weuhn ierhtnv nskdfn, efhskjf, weoirskgknd, sdifsdf etc.), fgadksf qierjqsd 1986, sdfj aeiaj ydbfsjd 45, i.e., skdjfdf dhgdiunekj.

***

A vantagem de escrever é que teoricamente me ponho de livre de qualquer definição. Porque a gente busca definição, ou eu busco (ou tenho buscado). O nome deste blog, criado se não me engano em 2006, 2007, contudo, permanece adequado em sua inadequação a qualquer coisa: remete ao não lugar, não pertencimento, não enraizamento. Um dia decidi que precisava fazer na internet algo com fronteiras, com limites, com etiqueta. Foi quando larguei este espaço e fui falar de literatura. Sou feliz – com intervalos – fazendo isso. Ao mesmo, transformei o ato de escrever para a internet em algo segmentado, com propósito (que ridículo): só falo de livros. E escrever era liberdade, libertador, exercício…

Reabri minha conta aqui no WordPress, passeei pelos posts de outros blogs que eu supostamente assino (leio nada) e dou de cara com a Maura C. renomeando-se para “Falta-me foco, apenas isso“. Fiquei pensando na falta. No foco também. Falta-me foco para as coisas que já existem, ou mais precisamente para as que eu já conheço. Tenho ânimo para não sei o que. Aquele momento em que o avião liga as turbinas sem entrar em movimento, quando damos corda no carrinho de brinquedo e antes de soltar as rodinhas. O que eu sei que existe e que considero enquanto atividade interessante, não me interessa. Digo, não me interessa só uma coisa; eu perambulo pelo mundo, me fixo, sugo, me canso, sigo. A lógica do uma coisa de cada vez, uma especialidade, às vezes parece mais um passeio de cela em cela.

Então eu vou escrever sem saber o que é que escrevo. Vai continuar assim.

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