I’m on the top of the world looking down on creation #3

Basicamente eu escutei marchinhas de carnaval nos últimos dias. Também teve axé dos anos 90 (todo mundo que cresceu com encontros na casa da vovó com a televisão eternamente ligada no Gugu entende essa conexão emocional), rock clássico e batuques aleatórios. Mas quando eu não estava andando atrás de um bloco ou no Santa Teresa, eu estava escutando outras coisas.

– Stubborn Love (The Lumineers)

A verdade é que eu acho esses caras zuper hipsters. Assim, de verdade. O tanto que o hipster vertente folk pode ser. Mas tirando o visual, eu gostei da música, mesmo porque é o tipo que entra na cabeça, aí você escuta o álbum 645 vezes seguidas e, é provável, depois encosta num canto e esquece ou ouve uma ou outra música muito de vez em quando – porque já deu. Mas agora eu estou na fase “ó, meu deus, preciso escutar isso de novo!”, então é isso.

– The Wrong Girl (Belle And Sebastian)

Vira e mexe eu escuto muito essa música. Nem sei porque, já na verdade apesar de eu gostar de Belle And Sebastian nunca realmente parei pra escutar um álbum inteirinho, ou vários álbuns. Mas eu gosto muito dessa aí. Tudo bem que é um cara cantando sobre não achar a garrôta certa, mas eu fico pensando no outro lado, ou seja, nunca ser a garota certa.

– Alive (Pearl Jam)

Essa aqui está mais pra preencher. Mais ou menos. Porque semana passada eu realmente escutei isso aí um dia inteiro porque ia num showzito em que a banda aparentemente tocava muito grunge, e aí que me rendi. Tudo pra não boiar completamente. Explicando: eu sempre tive uma certa preguiça de Pearl Jam, nem sei direito porque. Continuo sem achar o máximo, não é algo que me empolga loucamente, mas essa aí até que é mais legal. Também pensei que, se eu curto tanto aquela trilha sonora que o Eddie Vedder fez para “Into the Wild”, faria super sentido dar uma chance pra banda do cara, afinal de contas é o trabalho pelo qual ele é aclamado e tal. Enfim, ampliando os horizontes musicais.

E a sua semana carnavalesca?

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Power to the people

Até ontem, quando me deparei com um longo texto sobre Aaron Swartz, o ativista da internet que cometeu suicídio em 11 de janeiro deste ano e que enfrentava pesadas acusações que poderiam lhe render uma pena de até 50 anos de prisão, acredito que não tinha realmente entendido a situação. E eu digo a situação toda da internet, copyright, computer crimes, corporações, e-democracia, acesso à informação – o todo.

Ainda estou longe de apreender a real dimensão disso tudo, é verdade. Em meio à imensidão da web fica difícil, senão impossível, saber de todas as outras redes que são formadas, interligando usuários com interesses similares e construindo espaços de troca. Enquanto algumas comunidades tomam notoriedade e são capazes de atrair investimentos justamente porque geram um mercado (é o caso da proliferação de blogs e vlogs sobre cosméticos, livros, games e gadgets tecnológicos, para citar os mais notáveis), outros permanecem em um plano de menor atenção, eventualmente saltando às primeiras páginas apenas quando afetam ou ameaçam afetar o sistema vigente.

É o caso do coletivo Anonymous, que foi notícia quando tirou do ar os sites dos cartões Visa e MasterCard; de Julian Assange e seu WikiLeaks, cada vez que um asilo político é negado ou concedido; das iniciativas para lutar contra o SOPA e PIPA, que estiveram em evidência no começo do ano passado. Mas fora esses acontecimentos mais específicos, o debate sobre o que essas ações significam e porque pessoas se ocupam delas enfrentando altos riscos nunca acontece. Aliás, é importante ressaltar este ponto: ativistas defendem uma causa não para tirar proveito pessoal dela, mas para que a sociedade se beneficie como um todo.

A internet ainda é vista como uma “terra” sem lei: para alguns isso significa a anarquia no sentido ultra negativo, ou seja, defendem a idéia de que é necessário controlar o meio, transpondo regras do mundo “real” para o virtual numa equivalência na maioria das vezes confusa; para outros, isso quer dizer um espaço de liberdade, intocado – uma idéia romântica de que todos possuem a mesma visibilidade e as mesmas oportunidades, de que o conhecimento finalmente se tornou acessível, à um simples clique de distância.

Não é bem assim. Não entrarei no caso das leis para crimes na internet (mesmo porque essas leis variam muito e eu apenas comecei a ler sobre o assunto) – o caso de Aaron Swartz já deixa claro que regulamentações existem e podem ser extremamente rígidas. No entanto, considerando sobretudo que a maioria das pessoas tende a reproduzir o discurso da internet como o último bastião da democracia e liberdade, é importante fazer notar que a informação não está assim à mercê de todos. Se é verdade que em alguns casos as barreiras geográficas são transponíveis (e quero dizer apenas no mundo virtual, visto que fisicamente a mobilidade está longe de ser irrestrita), a informação ainda tem outros obstáculos a superar, tal como o fator econômico.

Tomemos o exemplo desses grandes bancos de dados que guardam publicações acadêmicas por exemplo, como JSTOR e Elsevier. O acesso aos periódicos é pago: geralmente grandes instituições de ensino pagam taxas anuais (bem altas) para que qualquer um conectado em sua rede tenha acesso aos artigos e seus arquivos PDF para download. Se eu tento acessar de fora de uma desses redes autorizadas, como da minha residência, eu preciso pagar por artigo. Ou seja, o acesso ao conhecimento, a artigos reconhecidos pelo mundo acadêmico como parte da discussão dentro de seus respectivos temas de trabalho, não está ao alcance de todos. E antes que se diga que isso ocorre para proteção dos direitos autorais, vamos lembrar que os autores dos artigos não recebem nada e que, contanto que sem intenções de reprodução e distribuição, o acesso aos artigos só vem a ampliar o debate, informar mais pessoas sobre os estudos e promover maior diálogo. Seria de interesse do mundo científico, visto que leva à discussão, que por sua vez transforma e cria novas perspectivas sobre determinado tema.

Num mundo no qual a detenção do conhecimento e da informação significa detenção do poder, faz-se necessário questionar sempre quem são aqueles que controlam os canais de disseminação da informação, porque o fazem e como fazem. Se a internet é o espaço em que todos podem ter uma voz, seja através do Facebook, Twitter, blogs e vlogs, cabe então pensar no papel que podemos desempenhar ativamente na busca de igualdade de acesso.

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The Book Report (jan. 2013)

Livros do preguiçoso janeiro. Quer dizer, janeiro sempre começa preguiçoso e termina desproporcionalmente corrido. Onde está o esquilíbrio na vida pós-moderna?

– Cotoco: o diário (perversamente engraçado) de um garoto de 13 anos, de John van de Ruit

Cotoco

A

–   The Perks of Being a Wallflower, de Stephen Chbosky

The perks of being a wallflower

A

– A Peste, de Albert Camus

A peste

A

– Miramar, de Naguib Mahfouz

Miramar

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I’m on the top of the world looking down on creation #2

Essa semana, seguindo o clima de instrospecção provocado pela chuva e tempo nublado, pouca música foi ouvida, mas o que escutei foi triste – ou provocou sensações mais pro lado do cinza mesmo.

– La Maza (Silvio Rodriguez)

As minhas raízes andinas sempre me colocaram em contato com umas músicas que não circulam muito por aqui. Mercedes Sosa é conhecida mundialmente, mas Silvio Rodriguez parece que nem tanto, pelo menos aqui no Brasil. Essas músicas, além de tocarem muito no assunto das culturas indígenas, de uma particularidade e identidade latinoamericana, também remetem sempre à importância do cantor (ou do intelectual), no sentido de que este teria uma missão social. Eu gosto bastante dessa idéia. Mas aqui nesta música parece que vai para algo mais do que isso, um tanto mais profundo. É sobre acreditar naquilo que se faz, de dar um sentido buscado não em algo superficial, mas numa justificativa que parte de uma reflexão pessoal sobre a relação entre a o fazer (seja ele o que for) e o social.

– Duerme Negrito (Mercedes Sosa)

Essa música não é da Mercedes; não se sabe de quem é, mas ela foi “resgatada” por Atahualpa Yupanqui, que por sua vez escutou numa viagem ao Caribe. É uma canção de ninar, e a mãe coloca o filho pra dormir antes de ir trabalhar, prometendo trazer um monte de coisas. Acho uma imagem bonita, que fala de uma relação familiar, do trabalho, das relações sociais (“y si el negro no se duerme, viene el diablo blanco e zás!”)… Minha mãe cantava essa música pra mim, não quando ela saía para a labuta, é verdade, mas eu entendia. Acho que com essa música ficou claro para mim porque eu não via tanto minha mãe, porque eu ia pra escolinha de manhã cedinho e só saía quando estava escurecendo, às vezes já de noite. Entendia porque eu de vez em quando tinha que ficar com uma pessoa que eu mal conhecia, porque almoçar com ela era só nos fins de semana. E entendi desde muito cedo tudo o que minha mãe fazia e tudo o que ela era.

– Lost! (Coldplay)

Estou roubando porque na verdade escutei essa música só uma vez, mas ela foi importante porque me trouxe um monte de lembranças. Quero dizer, ela me trouxe mesmo uma lembrança, mas que explodiu em vários outros pensamentos. Porque a lembrança era de uma conversa de alguém que se sentia de alguma forma perdida, mas não exatamente, as coisas não estavam dando certo, mas não era uma derrota. E eu fiquei pensando no agora também e aí tudo ficou demasiado pessoal pra sair escrevendo por aí assim. Mas já deu pra entender que esta é uma ótima música pra não se sentir muito jogado no espaço.

E como foi a semana pros outros?

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I’m on the top of the world looking down on creation #1

Resolvi massificar a produção aqui e uma das maneiras de atingir isso é produzir em séries. Então agora, se a disciplina assim o permitir, toda sexta feira tentarei meditar sobre as músicas que eu mais curti ou que mais me interessaram durante a semana. Talvez isso seja bom mesmo pra me forçar a não cair naqueles negros períodos musicais, nos quais a gente perde o rumo da vida, entra na depressão e acaba escutando coisas esdrúxulas. Geralmente isso é provocado pela alma nostálgica que sai pelo Youtube procurando vídeos de músicas que eu costumava escutar na tenra juventude (foi o que aconteceu quando lembrei da época de boy bands).

Mas entrando no assunto propriamente dito, aqui vão as três músicas desta semana:

– Oh, Marcello! (Regina Spektor)


Ai, gente, que injustiça essa voz toda plus efeitos brincalhões pertencerem a uma pessoa só. Eu geralmente não curto esse pessoal que faz muita firula experimental com a voz, tipo a Björk (mas tá, eu também nunca realmente parei pra escutar a mulher, pode ser até que eu goste), mas a Regina tem uma voz tão bonita e parece que ela está se divertindo mesmo com a música. (Tô me sentindo como aqueles apreciadores de vinho que ficam descrevendo o sabor no estilo: “o aroma deste lembra os campos da Toscana e o sabor amadeirado remete às colinas das Highlands”.) Fora o acento italiano, muito engraçadinha essa Regina Spektor. Estou com os versos “I’m just a soul whose intentions are good- OOH-OOH-OOH-OOH-OOH!” na cabeça há dias e dias. Tomara que eu enjoe logo, porque música na cabeça pra mim significa escutá-la to-da-ho-ra.

– Aleli (Los Broster)


Eu curto essas cordas estilo latino, mais especificamente estilo andino. Esse grupo aí é argentino e vim a escutar porque eles vão tocar em um festival daqui da terrinha. Eu gosto dessas coisas bagunçadas, muitas vozes, música festa, sabe? Não música de festa como se conhece normalmente, tipo ABBA, Balão Mágico e Bee Gees. Mas essa festa pra fazer a música, sabe? Como se nada fosse muito ensaiado, nada muito certinho. Eu acho legal, e esse pessoal aí segue nesse estilo.
Dá pra baixar o EP deles de graça e legalmente (ou só escutar) no site do grupo, aqui.

– With a Smile and a Song (Trilha sonora de “Branca de Neve”)


Estou roubando, porque essa semana basicamente só ouvi mesmo Regina e os argentinos, mas como hoje estava me preparando espiritualmente para encarnar a Branca de Neve amanhã no baile de fantasias, fiquei escutando essas musiquinhas. Eu acho que com o passar do tempo eu vou ficando mais idiota, porque quando era pequena nem via graça nesses animaizinhos e agora acho uma graça! Tão bonitinhos os guaxinins correndo pra ver quem está cantando! Mas então, a Branca de Neve é muito lady e princesa de verdade, porque aqueles gestos com os braços são de uma delicadeza e inocência não humanas. Ou pode ser que seja só meu jeito meio ogro, mas eu tentei imitar (pois é) e não deu certo. Nossa semelhança acaba no cabelo curto.

É isso aê, duas pessoas que lêem isso aqui. Bem que vocês podiam me dizer as suas musiquitchas da semana também, hein! Sabem como é, interação. Interatividade agora é a palavra da vez, mano.

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Da série: Porque devemos amar a internet

Outro dia eu estava desbravando o mundo maravilhoso em busca de uma música. Não era uma música qualquer. Era um minueto.

Acho que já disse em algum post sobre fitas cassete, mas tenho que reafirmar que aqui em casa elas reinaram durante um bom tempo como absolutas. Ninguém aqui tinha dinheiro pra sair comprando LPs e, mais tarde, CDs, então as fitas eram o porto seguro, a garantia de poder escutar a mesma música incontáveis vezes. O único problema era que meu pai, quem gravava tudo que achava bom, nunca foi fã de anotar os nomes das músicas e artistas na capinha. Assim, numa era pré aplicativos que descobrem o nome da canção, escutávamos tudo sem ter idéia do que era.

Havia uma fitinha só de minuetos. Sério. E a gente colocava pra escutar e adorava, dois em especial. E outro dia vendo um filme (A Royal Affair) eis o minueto que a gente tanto gostava e que ficou perdido no tempo. Terminado o filme fui em busca das informações, decidida. Mas eis que encontro isso:

E esse ainda está bonitinho. Tem um monte. Um monte! E pelo que pude notar são vários clubes e associações ao redor do mundo que se reúnem e promovem bailes nos quais todos vão à caráter e dançam como na época que pretendem representar. Tem de tudo: minueto, danças medievais, cotillon…

Mas para ficar com uma imagem mais bonitinha, aí vai de um grupo profissa. E era justamente esse minueto que eu estava procurando:

*Ao som de Haendel – Wassermusik

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Teenage angst: dois livros

Sobre crescer e comentários de dois livros sobre o tema: Cotoco – o diário (perversamente engraçado) de um garoto de 13 anos, de John van de Ruit; e As vantagens de ser invisível, de Stephen Chbosky.

***

Existe uma época da nossa vida em que passamos por algumas transformações tão assustadoras que nosso chão pode como que sair de sob nossos pés e de repente tudo se torna pergunta e dúvida. E normalmente ninguém liga muito, porque já é lugar comum que esta época, a adolescência, “é assim mesmo”, um sem mundo de questionamentos sobre nada importante.

Eu nunca liguei muito pra essa baboseira toda, é verdade. Acredito que fui uma adolescente difícil, mas isso aconteceu só porque eu sou mesmo um ser humano dificil. No entanto, não deixo de pensar que esta é uma idade bastante importante no desenvolvimento de cada um, sobretudo levando em consideração nossa época, na qual temos definidas as noções de infância, adolescência e (menos definida)… como se refere à época em que somos adultos? Mas enfim. Se aquele período entre os 11 e os 18, 19 anos não significa que viramos adultos, pelo menos se refere à primeira grande passagem que vivemos: deixamos de ser crianças. E com isso deixamos de ser inocentes (mas ainda não entendemos nada), passamos a ter responsabilidades (mas somos irresponsáveis demais), nos rebelamos contra o que consideramos errado (mas somos idealistas demais), e se somos homens temos que começar a namorar mas se somos garotas ainda é cedo. Muitas contradições.

***

Recentemente li dois livros sobre o assunto e que têm mesmo um formato bem parecido. Comecemos do começo.

Os absurdos e o caos de meninos vivendo sem os pais.

Os absurdos e o caos de meninos vivendo sem os pais.

Cotoco vem em forma de diário e acompanha o primeiro ano do garoto John Milton (apelidado Cotoco), de 13 anos, num internato elitista para meninos na África do Sul. O livro se concentra, de maneira cômica, nas aventuras dos outros 7 colegas de quarto de Cotoco, suas escapadas noturnas para nadar, perseguições à fantasmas, implicâncias com outros alunos, etc. Mas Cotoco também fala de suas primeiras aventuras amorosas, pergunta sobre o que é o amor e quando saber que se está amando, questiona sobre o que é certo e errado, fala sobre amizade e coloca os professores ali no meio, todos com suas falhas mas ainda vistos de longe, adultos que são.

O drama adolescente: ser "diferente"

O drama adolescente: ser “diferente”

As vantagens de ser invisível, por sua vez, já tem uma proposta mais séria. Embora seja muito parecido com um diário, na verdade o que temos são cartas, ainda que apenas de uma parte. O garoto Charlie, de 15 anos, escreve sobre o começo do High School e os medos que tem. Aqui também todo o primeiro ano é acompanhado, mas Charlie começa já com um trauma, o de ter perdido seu amigo no ano anterior, que cometera suicídio. Charlie é um menino problemático que já passou por tratamentos psiquiátricos sem sucesso e que descobre a amizade e, claro, o amor.

Não vou entrar nos méritos de cada livro e nem discutir se um copiou o outro ou não (de fato, talvez eles tenham copiado um outro que ainda não li). Só penso serem duas leituras interessantes para quem está vivendo este período ou para quem convive com adolescentes. À parte aspectos particulares (em Cotoco temos o contexto histórico, com Nelson Mandela sendo solto após 27 anos na prisão e os conflitos políticos que podem ser vistos mesmo dentro do microcosmo escolar; já Charlie sofre de problemas psicológicos que não são necessariamente comuns), existem alguns temas que são amplos. A amizade, por exemplo, nesta idade toma proporções muito maiores do que na infância e a vida passa a orbitar menos ao redor da família, enquanto o círculo de amigos passa a tomar cada vez mais importância. Isto talvez tenha relação com a visão em relação aos adultos, que passam de seres praticamente infalíveis para seres humanos, capazes de erros e emoções. É interessante notar isso em ambos os livros sobretudo quando se fala dos professores e da relação que se estabelece entre eles e os garotos (em ambos os livros os professores de inglês dão especial atenção aos personagens principais, indicando livros e os convidando a discutir as leituras extras). Além disso, ambos os livros dão voz ao adolescente, colocando eles como narradores de suas próprias aventuras, histórias e sentimentos.

É verdade que este tema, o coming of age, deve ter inúmeras obras e pode ser abordado das mais diferentes maneiras. De qualquer maneira foi interessante para mim voltar à estes temas e questionar mais uma vez algumas coisas que, parece, como adultos temos que ter como certas.

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*Este foi um texto teste sobre leituras e faz parte da tentativa de tentar escrever e colocar de forma mais clara as idéias sobre os livros que leio.

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