It’s a little bit funny

“Lá vêm os asiáticos com suas câmeras. Eles não aproveitam as férias, só tiram foto.”

***

Não sei bem como foi quando a fotografia foi inventada e popularizada, mas a verdade é que o advento da câmera digital causou uma real mudança na maneira não só como tiramos fotos e porque as tiramos, mas também como nos relacionamos com o produto final, ou seja, a imagem.

Em uma era na qual o papel parece ter seus dias de absoluto domínio contados, é a tela – seja do computador, tablet ou smartphone – que se apresenta hoje como aquilo que nos apresenta as mais variadas experiências, vídeos e fotos inclusive. E se antes você visitava seu amigo ou familiar para ver as fotos da última viagem, agora temos a internet, que te entrega a foto remotamente, seja de maneira pessoal através de um email, ou simplesmente sendo compartilhada no Facebook diretamente para um grupo maior e variável de pessoas.

O filme não é mais desperdiçável (visto que ele nem mesmo existe) e os cartões de memória adquirem cada vez mais capacidade de armazenamento. É possível registrar de tudo, guardar tudo, ver e rever, mostrar, marcar gente, marcar lugar, criar registros cada vez mais detalhados e freqüentes sobre a nossa vida: o que vesti naquele dia, onde fui, com quem, o que comi, bebi, o começo do dia, a tarde, a noite, o gato de rua. Tudo multiplicado, porque é raro que a foto perfeita saia na primeira tentativa.

Porque quem é que quer deixar registrado esse tipo de pose?

Porque quem é que quer deixar registrado esse tipo de pose?

De repente, browseando a internet, a gente pensa: “por que diabos estou vendo esta foto?”. Não que eu tenha me deparado com nenhuma foto particularmente incômoda. Aliás, é justamente isso: o que tem aquela foto ou aquele evento de especial? Por que ele merece uma foto que deve ser não somente uma recordação pessoal, entre aqueles que participaram do momento ou que são próximos de quem ali estava, mas que deve ser colocada para toda uma rede ampla de pessoas para ser vista?

Viagens, shows… Você levanta a cabeça, olha pra frente, pra cima, e tem o real acontecendo ao seu redor, o lugar que você está (que na maioria das vezes você pagou caro para estar), mas os olhos estão na tela: a tela do check-in do Facebook, para avisar para os amigos – mas principalmente para os inimigos – onde você está; a tela da câmera com seus ajustes de zoom, flash, cores e filtros para registrar aquele momento que você nunca viveu, porque você nunca realmente viu a olhos nus aquela cena, pelo menos não sem já pensar que aquilo daria uma boa foto.

Ontem, em um show, fiquei observando o cara que estava na minha frente. (Veja bem, era impossível não observá-lo porque a) ele estava BEM na minha frente, b) ele era gigante, estilo Tropeço da Família Addams e c) porque o cara não parava de estender os braços para todos os lados com o telefone feat. câmera dele.) Sem contar os 30 a 40% do show que ele não estava presente porque tinha ido buscar tacinhas de champagne pra gangue dele, ele deve ter realmente olhado pro palco menos de um terço do tempo que estava ali. O resto era gasto olhando pra trás pra admirar o estádio, conversando e principalmente interagindo com o próprio celular.

Não eram lugares baratos (não para os meus padrões de qualquer forma), não era um show que acontece todo dia. Por que eu gastaria o tempo único daquela experiência me preocupando com o ângulo e o flash? Ou publicando na internet o que estou fazendo, onde estou?

***

Outro dia li que há uma luz no fim do túnel. Algumas pessoas já se cansaram do oversharing, de acompanhar passo a passo vidas de pessoas que nem tão próximas são, de saber de cada evento e cada pensamento do outro e que o futuro das redes sociais pode desembocar em outros cantos, priorizando mensagens pessoais ao invés daquelas direcionadas a todos e a ninguém. Talvez a tentação tenha sido muito grande. De início a idéia de compartilhar algo sem nenhuma importância específica, completamente banal e trivial, parecia ser interessante, afinal de contas dava espaço para a criatividade. Fico pensando se as pessoas não começaram de repente a transformar aquilo em obrigação de informar do passo a passo ao invés de simplesmente publicar um pensamento aleatório engraçado, diferente.

E as fotos seguem o mesmo caminho, agora com a opção de editar diretamente de seu celular e transformar a foto automaticamente num polaroid de 1985.

É interessante pensar na quantidade de fotos e vídeos armazenados e quantas vezes eles são acessados. Será que a pessoa que queria tanto registrar aquilo tudo vai um dia sentar sozinha (ou com quem quer que estivesse acompanhando) para ver aquilo tudo? Eu tendo a pensar que aqueles dados vão se perder pela internet depois de uns 20 “likes”. E assim a foto terá cumprido o seu papel.

***

Eu tirei fotos também, fiz um vídeo. Não sou contra esse tipo de coisa, só não gosto do excesso. Dito isso, curti todo o resto do show e durante minhas músicas preferidas eu não estava nem pensando em câmeras – estava muito ocupada balançando os braços e o esqueleto. Também me ocupei chorando, afinal de contas era o Elton John.

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I’m on the top of the world looking down on creation #4

Como o carro muda nossa rotina, não é? E mais do que isso, interfere em vários hábitos nossos. Por exemplo, antes eu passava muito tempo em ônibus, o que me dava oportunidade para ler e escutar muita música, mas agora, com menos tempo envolvido nos transportes, sobra menos espaço para tais coisas. Não que eu esteja reclamando, veja bem – é só que eu ainda não aprendi a lidar com essa nova organização. Sem mais delongas, as três músicas mais ouvidas da semana:

– Je sais, je vais (Baden Baden)

Essa é mais uma das músicas que me sinto culpada de gostar – não por motivos de natureza hipsterística (como foi o caso dos Lumineers), mas porque eu gosto puramente pela melodia, instrumentos e o que envolve o sonoro mesmo, mas nada, absolutamente nada do meu gostar tem a ver com o que essa música diz. Porque eu não entendo francês. De qualquer maneira, esse vídeo aí – que na verdade contém duas canções, a segunda sendo em inglês – foi tocado algumas várias vezes.

PS: E esse nome mega alemão numa banda francesa, hein?

– Baba O’reilly (The Who)

É até injusto colocar esses clássicos em listas como esta, porque a verdade é que eles são sempre ouvidos – é por isso que são clássicos. “Baba O’reilly” deve ser uma das músicas que eu mais ouvi na vida, eu sempre fico super eufórica quando aquele teclado começa e penso que esses caras são gênios de verdade por conseguir provocar nas pessoas umas sensações fora do comum ao escutar esse álbum todo. Essa semana me deparei de novo com uma notinha que falava da possibilidade mesmo de shows do The Who no Brasil, até em Belo Horizonte, o que foi suficiente para ficar com vontade de escutar de novo, várias vezes, e gritar “teenage wastelaaaaaaaaaannndd!!!”.

– Tiny Dancer (Elton John)

Vai se aproximando o show…. Mas essa música sempre vai me lembrar esse filme e a época em que eu vi “Quase Famosos” pela primeira vez.

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I’m on the top of the world looking down on creation #3

Basicamente eu escutei marchinhas de carnaval nos últimos dias. Também teve axé dos anos 90 (todo mundo que cresceu com encontros na casa da vovó com a televisão eternamente ligada no Gugu entende essa conexão emocional), rock clássico e batuques aleatórios. Mas quando eu não estava andando atrás de um bloco ou no Santa Teresa, eu estava escutando outras coisas.

– Stubborn Love (The Lumineers)

A verdade é que eu acho esses caras zuper hipsters. Assim, de verdade. O tanto que o hipster vertente folk pode ser. Mas tirando o visual, eu gostei da música, mesmo porque é o tipo que entra na cabeça, aí você escuta o álbum 645 vezes seguidas e, é provável, depois encosta num canto e esquece ou ouve uma ou outra música muito de vez em quando – porque já deu. Mas agora eu estou na fase “ó, meu deus, preciso escutar isso de novo!”, então é isso.

– The Wrong Girl (Belle And Sebastian)

Vira e mexe eu escuto muito essa música. Nem sei porque, já na verdade apesar de eu gostar de Belle And Sebastian nunca realmente parei pra escutar um álbum inteirinho, ou vários álbuns. Mas eu gosto muito dessa aí. Tudo bem que é um cara cantando sobre não achar a garrôta certa, mas eu fico pensando no outro lado, ou seja, nunca ser a garota certa.

– Alive (Pearl Jam)

Essa aqui está mais pra preencher. Mais ou menos. Porque semana passada eu realmente escutei isso aí um dia inteiro porque ia num showzito em que a banda aparentemente tocava muito grunge, e aí que me rendi. Tudo pra não boiar completamente. Explicando: eu sempre tive uma certa preguiça de Pearl Jam, nem sei direito porque. Continuo sem achar o máximo, não é algo que me empolga loucamente, mas essa aí até que é mais legal. Também pensei que, se eu curto tanto aquela trilha sonora que o Eddie Vedder fez para “Into the Wild”, faria super sentido dar uma chance pra banda do cara, afinal de contas é o trabalho pelo qual ele é aclamado e tal. Enfim, ampliando os horizontes musicais.

E a sua semana carnavalesca?

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Power to the people

Até ontem, quando me deparei com um longo texto sobre Aaron Swartz, o ativista da internet que cometeu suicídio em 11 de janeiro deste ano e que enfrentava pesadas acusações que poderiam lhe render uma pena de até 50 anos de prisão, acredito que não tinha realmente entendido a situação. E eu digo a situação toda da internet, copyright, computer crimes, corporações, e-democracia, acesso à informação – o todo.

Ainda estou longe de apreender a real dimensão disso tudo, é verdade. Em meio à imensidão da web fica difícil, senão impossível, saber de todas as outras redes que são formadas, interligando usuários com interesses similares e construindo espaços de troca. Enquanto algumas comunidades tomam notoriedade e são capazes de atrair investimentos justamente porque geram um mercado (é o caso da proliferação de blogs e vlogs sobre cosméticos, livros, games e gadgets tecnológicos, para citar os mais notáveis), outros permanecem em um plano de menor atenção, eventualmente saltando às primeiras páginas apenas quando afetam ou ameaçam afetar o sistema vigente.

É o caso do coletivo Anonymous, que foi notícia quando tirou do ar os sites dos cartões Visa e MasterCard; de Julian Assange e seu WikiLeaks, cada vez que um asilo político é negado ou concedido; das iniciativas para lutar contra o SOPA e PIPA, que estiveram em evidência no começo do ano passado. Mas fora esses acontecimentos mais específicos, o debate sobre o que essas ações significam e porque pessoas se ocupam delas enfrentando altos riscos nunca acontece. Aliás, é importante ressaltar este ponto: ativistas defendem uma causa não para tirar proveito pessoal dela, mas para que a sociedade se beneficie como um todo.

A internet ainda é vista como uma “terra” sem lei: para alguns isso significa a anarquia no sentido ultra negativo, ou seja, defendem a idéia de que é necessário controlar o meio, transpondo regras do mundo “real” para o virtual numa equivalência na maioria das vezes confusa; para outros, isso quer dizer um espaço de liberdade, intocado – uma idéia romântica de que todos possuem a mesma visibilidade e as mesmas oportunidades, de que o conhecimento finalmente se tornou acessível, à um simples clique de distância.

Não é bem assim. Não entrarei no caso das leis para crimes na internet (mesmo porque essas leis variam muito e eu apenas comecei a ler sobre o assunto) – o caso de Aaron Swartz já deixa claro que regulamentações existem e podem ser extremamente rígidas. No entanto, considerando sobretudo que a maioria das pessoas tende a reproduzir o discurso da internet como o último bastião da democracia e liberdade, é importante fazer notar que a informação não está assim à mercê de todos. Se é verdade que em alguns casos as barreiras geográficas são transponíveis (e quero dizer apenas no mundo virtual, visto que fisicamente a mobilidade está longe de ser irrestrita), a informação ainda tem outros obstáculos a superar, tal como o fator econômico.

Tomemos o exemplo desses grandes bancos de dados que guardam publicações acadêmicas por exemplo, como JSTOR e Elsevier. O acesso aos periódicos é pago: geralmente grandes instituições de ensino pagam taxas anuais (bem altas) para que qualquer um conectado em sua rede tenha acesso aos artigos e seus arquivos PDF para download. Se eu tento acessar de fora de uma desses redes autorizadas, como da minha residência, eu preciso pagar por artigo. Ou seja, o acesso ao conhecimento, a artigos reconhecidos pelo mundo acadêmico como parte da discussão dentro de seus respectivos temas de trabalho, não está ao alcance de todos. E antes que se diga que isso ocorre para proteção dos direitos autorais, vamos lembrar que os autores dos artigos não recebem nada e que, contanto que sem intenções de reprodução e distribuição, o acesso aos artigos só vem a ampliar o debate, informar mais pessoas sobre os estudos e promover maior diálogo. Seria de interesse do mundo científico, visto que leva à discussão, que por sua vez transforma e cria novas perspectivas sobre determinado tema.

Num mundo no qual a detenção do conhecimento e da informação significa detenção do poder, faz-se necessário questionar sempre quem são aqueles que controlam os canais de disseminação da informação, porque o fazem e como fazem. Se a internet é o espaço em que todos podem ter uma voz, seja através do Facebook, Twitter, blogs e vlogs, cabe então pensar no papel que podemos desempenhar ativamente na busca de igualdade de acesso.

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The Book Report (jan. 2013)

Livros do preguiçoso janeiro. Quer dizer, janeiro sempre começa preguiçoso e termina desproporcionalmente corrido. Onde está o esquilíbrio na vida pós-moderna?

– Cotoco: o diário (perversamente engraçado) de um garoto de 13 anos, de John van de Ruit

Cotoco

A

–   The Perks of Being a Wallflower, de Stephen Chbosky

The perks of being a wallflower

A

– A Peste, de Albert Camus

A peste

A

– Miramar, de Naguib Mahfouz

Miramar

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I’m on the top of the world looking down on creation #2

Essa semana, seguindo o clima de instrospecção provocado pela chuva e tempo nublado, pouca música foi ouvida, mas o que escutei foi triste – ou provocou sensações mais pro lado do cinza mesmo.

– La Maza (Silvio Rodriguez)

As minhas raízes andinas sempre me colocaram em contato com umas músicas que não circulam muito por aqui. Mercedes Sosa é conhecida mundialmente, mas Silvio Rodriguez parece que nem tanto, pelo menos aqui no Brasil. Essas músicas, além de tocarem muito no assunto das culturas indígenas, de uma particularidade e identidade latinoamericana, também remetem sempre à importância do cantor (ou do intelectual), no sentido de que este teria uma missão social. Eu gosto bastante dessa idéia. Mas aqui nesta música parece que vai para algo mais do que isso, um tanto mais profundo. É sobre acreditar naquilo que se faz, de dar um sentido buscado não em algo superficial, mas numa justificativa que parte de uma reflexão pessoal sobre a relação entre a o fazer (seja ele o que for) e o social.

– Duerme Negrito (Mercedes Sosa)

Essa música não é da Mercedes; não se sabe de quem é, mas ela foi “resgatada” por Atahualpa Yupanqui, que por sua vez escutou numa viagem ao Caribe. É uma canção de ninar, e a mãe coloca o filho pra dormir antes de ir trabalhar, prometendo trazer um monte de coisas. Acho uma imagem bonita, que fala de uma relação familiar, do trabalho, das relações sociais (“y si el negro no se duerme, viene el diablo blanco e zás!”)… Minha mãe cantava essa música pra mim, não quando ela saía para a labuta, é verdade, mas eu entendia. Acho que com essa música ficou claro para mim porque eu não via tanto minha mãe, porque eu ia pra escolinha de manhã cedinho e só saía quando estava escurecendo, às vezes já de noite. Entendia porque eu de vez em quando tinha que ficar com uma pessoa que eu mal conhecia, porque almoçar com ela era só nos fins de semana. E entendi desde muito cedo tudo o que minha mãe fazia e tudo o que ela era.

– Lost! (Coldplay)

Estou roubando porque na verdade escutei essa música só uma vez, mas ela foi importante porque me trouxe um monte de lembranças. Quero dizer, ela me trouxe mesmo uma lembrança, mas que explodiu em vários outros pensamentos. Porque a lembrança era de uma conversa de alguém que se sentia de alguma forma perdida, mas não exatamente, as coisas não estavam dando certo, mas não era uma derrota. E eu fiquei pensando no agora também e aí tudo ficou demasiado pessoal pra sair escrevendo por aí assim. Mas já deu pra entender que esta é uma ótima música pra não se sentir muito jogado no espaço.

E como foi a semana pros outros?

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I’m on the top of the world looking down on creation #1

Resolvi massificar a produção aqui e uma das maneiras de atingir isso é produzir em séries. Então agora, se a disciplina assim o permitir, toda sexta feira tentarei meditar sobre as músicas que eu mais curti ou que mais me interessaram durante a semana. Talvez isso seja bom mesmo pra me forçar a não cair naqueles negros períodos musicais, nos quais a gente perde o rumo da vida, entra na depressão e acaba escutando coisas esdrúxulas. Geralmente isso é provocado pela alma nostálgica que sai pelo Youtube procurando vídeos de músicas que eu costumava escutar na tenra juventude (foi o que aconteceu quando lembrei da época de boy bands).

Mas entrando no assunto propriamente dito, aqui vão as três músicas desta semana:

– Oh, Marcello! (Regina Spektor)


Ai, gente, que injustiça essa voz toda plus efeitos brincalhões pertencerem a uma pessoa só. Eu geralmente não curto esse pessoal que faz muita firula experimental com a voz, tipo a Björk (mas tá, eu também nunca realmente parei pra escutar a mulher, pode ser até que eu goste), mas a Regina tem uma voz tão bonita e parece que ela está se divertindo mesmo com a música. (Tô me sentindo como aqueles apreciadores de vinho que ficam descrevendo o sabor no estilo: “o aroma deste lembra os campos da Toscana e o sabor amadeirado remete às colinas das Highlands”.) Fora o acento italiano, muito engraçadinha essa Regina Spektor. Estou com os versos “I’m just a soul whose intentions are good- OOH-OOH-OOH-OOH-OOH!” na cabeça há dias e dias. Tomara que eu enjoe logo, porque música na cabeça pra mim significa escutá-la to-da-ho-ra.

– Aleli (Los Broster)


Eu curto essas cordas estilo latino, mais especificamente estilo andino. Esse grupo aí é argentino e vim a escutar porque eles vão tocar em um festival daqui da terrinha. Eu gosto dessas coisas bagunçadas, muitas vozes, música festa, sabe? Não música de festa como se conhece normalmente, tipo ABBA, Balão Mágico e Bee Gees. Mas essa festa pra fazer a música, sabe? Como se nada fosse muito ensaiado, nada muito certinho. Eu acho legal, e esse pessoal aí segue nesse estilo.
Dá pra baixar o EP deles de graça e legalmente (ou só escutar) no site do grupo, aqui.

– With a Smile and a Song (Trilha sonora de “Branca de Neve”)


Estou roubando, porque essa semana basicamente só ouvi mesmo Regina e os argentinos, mas como hoje estava me preparando espiritualmente para encarnar a Branca de Neve amanhã no baile de fantasias, fiquei escutando essas musiquinhas. Eu acho que com o passar do tempo eu vou ficando mais idiota, porque quando era pequena nem via graça nesses animaizinhos e agora acho uma graça! Tão bonitinhos os guaxinins correndo pra ver quem está cantando! Mas então, a Branca de Neve é muito lady e princesa de verdade, porque aqueles gestos com os braços são de uma delicadeza e inocência não humanas. Ou pode ser que seja só meu jeito meio ogro, mas eu tentei imitar (pois é) e não deu certo. Nossa semelhança acaba no cabelo curto.

É isso aê, duas pessoas que lêem isso aqui. Bem que vocês podiam me dizer as suas musiquitchas da semana também, hein! Sabem como é, interação. Interatividade agora é a palavra da vez, mano.

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