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Tumblr: quase zerando a internet

Chega um certo momento em que tudo cansa.

Outro dia vi um artigo sobre como adolescentes não curtem mais o Facebook. Claro que isso não quer dizer que o Facebook está correndo o mesmo risco que o Orkut visto seu alcance muito maior, mas ainda assim, fiquei curiosa com a outra plataforma: o Tumblr.

Até então eu nunca tinha me interessado por ele. Pra mim não passava de um blog de imagens, e que graça tem isso? Quero dizer, existem uns legais, com seleções muito incríveis (ver Dads are the original hipsters e Awesome people hanging out together) ou mesmo com GIFs colocados em situações engraçadas (Como eu me sinto quando). Fora isso, no entanto, não entendia o porque de passar tempo no Tumblr, como navegar nele da mesma maneira que se navega no Youtube, e muito menos porque me cadastrar nele. Como leitora de blogs, por exemplo, eu não preciso me cadastrar em qualquer tipo de serviço (seja WordPress, Blogger e por aí vai) para poder comentar e criar um diálogo.

Aí é que entra a parte interessante do Tumblr: além de criar seu conteúdo você pode “reblogar” um post de outra pessoa qualquer, adicionando seu comentário (e mantendo a origem, ou mesmo todo o caminho que esse post fez até chegar em você, com todos os comentários) e criando dessa forma também uma espécie de rede. Claro, a não ser que você tenha algum assunto específico sobre o qual queira discutir, talvez não haja tanta graça, mas no meu caso específico, procurando por bibliotecários, arquivistas e gente da ciência da informação em geral descobri todo tipo de coisa, desde posts brincalhões até discussões mais sérias sobre os problemas atuais do ramo.

Duvido que adolescentes estejam usando essa rede social com o mesmo propósito e desconfio que a predominância deve ser mesmo de gifs de qualquer coisa que esteja na moda entre menores de 17 anos, séries e animais fofos, mas ainda assim é interessante pescar essas possibilidades que o Tumblr traz.

Além disso, há o fato de se poder ter quantas identidades você quiser. Enquanto o Facebook cada vez mais fecha o cerco em torno daqueles com perfis falsos e parece se debruçar sobre o propósito de extinguir a anonimidade no mundo virtual, o Tumblr permite que você crie um sem número de blogs com a mesma conta sem nunca revelar seu nome de usuário original ou quais outros blogs você tem dentro do serviço. Isso é especialmente interessante se pensamos que somos multifacetados: posso gostar de várias coisas muito distintas entre si e fazer um blog para cada uma delas, criando redes diferentes de acordo com meu gosto (afinal de contas é bem difícil encontrar pessoas que se interessem igualmente por todas as coisas que me agradam).

Para adultos talvez seja um pouco mais difícil admitir essa variedade (fomos pressionados durante algum tempo a definir nossa vida, prioridades… E somos geralmente definidos pelo nosso trabalho), mas para jovens que ainda têm a licença para experimentar de tudo antes de encontrarem seu lugar na sociedade, essa pluralidade é permitida – e aproveitada.

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Da série: Porque devemos amar a internet

Outro dia eu estava desbravando o mundo maravilhoso em busca de uma música. Não era uma música qualquer. Era um minueto.

Acho que já disse em algum post sobre fitas cassete, mas tenho que reafirmar que aqui em casa elas reinaram durante um bom tempo como absolutas. Ninguém aqui tinha dinheiro pra sair comprando LPs e, mais tarde, CDs, então as fitas eram o porto seguro, a garantia de poder escutar a mesma música incontáveis vezes. O único problema era que meu pai, quem gravava tudo que achava bom, nunca foi fã de anotar os nomes das músicas e artistas na capinha. Assim, numa era pré aplicativos que descobrem o nome da canção, escutávamos tudo sem ter idéia do que era.

Havia uma fitinha só de minuetos. Sério. E a gente colocava pra escutar e adorava, dois em especial. E outro dia vendo um filme (A Royal Affair) eis o minueto que a gente tanto gostava e que ficou perdido no tempo. Terminado o filme fui em busca das informações, decidida. Mas eis que encontro isso:

E esse ainda está bonitinho. Tem um monte. Um monte! E pelo que pude notar são vários clubes e associações ao redor do mundo que se reúnem e promovem bailes nos quais todos vão à caráter e dançam como na época que pretendem representar. Tem de tudo: minueto, danças medievais, cotillon…

Mas para ficar com uma imagem mais bonitinha, aí vai de um grupo profissa. E era justamente esse minueto que eu estava procurando:

*Ao som de Haendel – Wassermusik

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