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I want you, I want you so bad is driving me mad

Eu nunca fui de desejar livros por causa da edição. Veja bem, é claro que eu já julguei livros pela capa, fiquei hipnotizada e com vontade de ler a coisa por causa de uma cobertura legal, incrível… Mas já conhecendo ou sabendo muito bem do que se trata a obra, jamais desejei um livro especificamente por causa daquela edição. Muito pelo contrário, sempre fui fervorosa defensora dos livros pocket e mesmo dos paperback mais fuleiros, simplesmente porque queria mesmo era o texto. O que faz muito mais sentido.

No entanto, cá estou eu há algumas horas olhando todas as imagens possíveis de uma certa coleção da Penguin Classics, toda em clothbound. São encadernações muito das lindonas de livros clássicos. A página da coleção do Dickens está aberta no meu navegador há algumas horas, está no carrinho já há mais de uma semana, mas 112 dólares não e algo que a gente dá assim, sem pensar muito e considerar o choque na economia doméstica.

Penguin Clothbound Classics

As coisas até que estavam indo bem até encontrar essa foto aí, de uma usuária muito malvada da Amazon, que fez o favor de mostrar todos os livros juntinhos. Quero morrer.

Como se pode ver, além de seis livros do Dickens, ainda tem quase tudo da Jane Austen (acho que apenas os romances inacabados e os da juventude foram deixados de lado) e outros clássicos como DraculaThe Picture Of Dorian GrayWuthering Heights e por aí vai. Não sei se pretendem lançar outros títulos, mas por enquanto são 29, todos com capas desenhadas por Coralie Bickford-Smith, que pelo que entendi é uma reconhecida designer de capas de livros.

As capas que me atormentam o sono.

E aí você pensa: mas por que precisa comprar tudo agora? Pois é, eu tento pensar assim, só que e se essas edições acabam? Como é que eu fico?

E como se não bastasse eu atualmente estar desejando 29 livros que custam em média 20 dólares cada,  essa Penguin (editora de coração frio e cruel) ainda por cima tem uma editora filhote para livros infantis, a Puffin, que seguiu a mesma idéia dos clássicos adultos e lançou uma coleção de clássicos da literatura infantil. Isso não seria nada de estrondoso se eu não estivesse passando por uma fase de livros infanto-juvenis desde que devorei The Secret Garden (atualmente estou lendo ainda Breadcrumbs, releitura de A Rainha do Gelo, original de Hans Christian Andersen, e ainda me aguarda aqui a trilogia Tintenwelt de Cornelia Funke). Aliás, essa gostosura de livro, que li no Kindle, também ganhou uma edição maravilhosa. Choremos:

Quero comer esses livros!

É muita lindeza. Engraçado, dentre todas as coisas do mundo que podem provocar o desejo de ter filhos, livros são a única coisa que chegaram perto de me fazer querer ter um filhote, só pra contar histórias. Mas aí eu penso: e se a criança acabar não gostando de ler nem do mundo da fantasia nem de coisas incríveis nem de Disney nem de contos de fada? Aí morro, então deixa pra lá.

Aliás, eu até estava querendo falar mais depois sobre livros infantis, porque realmente podem ser muito bonitos, delicados e quando bem escritos não são de maneira alguma restritos a crianças. Mas para falar melhor sobre preciso ler mais, e para isso preciso dos livros. Hehehe.

As capas não parecem ser da mesma designer da série da Penguin e nem em tecido, embora sejam também em capa dura e tenham desenhos muito bonitos. Não encontrei nenhuma informação sobre ilustrações no corpo do texto, mas acredito que tenham mantido as ilustrações originais.

Why, lord, why????

Derramei lágrimas especialmente com as capas de Peter Pan The Call Of The Wild.

Agora só preciso do gênio da lâmpada e pronto.

*Ao som de The Beatles – I Want You

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