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Waka waka

Eu sei, eu sei… Eu digo que vou voltar com blog a todo vapor, a mil por hora, com toda a energia e dedicação, mas nao dá – sou uma irresponsável mesmo, pronto.

Mas vamos ao que interessa: Copa do Mundo.

Eu já confessei aqui que gosto de futebol e por isso mesmo viro quase outra pessoa durante a Copa. (Que fique bem claro, eu nao viro um ser patriota que de repente só conhece as cores verde, amarelo e azul, e estou longe de levar a mão ao peito e cantar o hino nacional.) No entanto, estando nestas terras nórdicas fica meio difícil acompanhar o evento da mesma forma que é possível fazer no Brasil, já que, para nossa imensa surpresa (aham…), este país que por hora me abriga não para pra ver sua seleção jogar.

Aliás, curioso fato, a imprensa alemã insiste em chamar a equipe brasileira de “Seleçao”: assim, desse jeitinho mesmo, quase em português. É nome próprio, pertence só ao Brasil. Não que outras equipes nacionais não tenham seus apelidos, mas me agrada o fato de que, no “nosso” caso (olha a ponta de nacionalismo neste texto! Ó, céus!), é o próprio substantivo que nos defina. Temos A seleção. O resto não pode ser chamado de tal. Gostei. Agora nos resta vencer.

Desenvolvi uma certa preguiça da Alemanha há um tempinho, e, devo confessar, achei foi bão eles terem perdido pros sérvios. Agora torço por um confronto Brasil vs. Alemanha – no qual saiamos vitoriosos pra que eu possa rir da cara deles com todo o direito do mundo. Sim, sou chata.

E agora adiós texto, porque deve ser o pior da história deste blog.

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Que coisa linda é uma partida de futebol

Tem algo que eu preciso confessar. Muitos podem desconfiar disso, outros não fazem nem idéia, ou ainda pode ter gente que tem certeza e nunca se deixou enganar (como eu me deixei), mas eu preciso admitir: eu gosto de futebol.

E não tô falando isso com ar cabisbaixo de pessoa que se rende contrariada. Não, beibe. Eu me descobri (ui!), percebi que não tem como negar pra mim mesma que eu gosto deste esporte que mobiliza as pessoas. E é justamente por isso, por essa força que movimenta uma multidão, que eu gosto de futebol. É irracional? É. Uma vez um professor meu, falando sobre os nacionalismos, comparou-os com torcer por um time. Não tem lógica, a gente não sabe nem o que é direito essa coisa (nação, time), mas a gente tá disposto a brigar com o torcedor do rival sem ganhar nada por isso. Tá, essa parte eu não acho bonita. Eu acho bonito a parte que aproxima as pessoas. Tipo ano passado, quando meu time ia ter um jogo muito importante. A cidade se mobilizou, minha gente! Todo mundo respirava futebol! Eram carros com as bandeiras, pessoas com roupas com as cores do time… E a coisa integrava os torcedores do arquiinimigo também, já que de uma forma ou de outra eles também estavam participando – pra agourar o outro (êita, inveja!), claro, mas ainda assim. Era uma conversa através de buzinas, uma familiaridade entre estranhos. E nem era um dia tão ordinário: estréia de Harry Potter nos cinemas! Ou seja, nem a união harrypotteriana conseguiu se destacar nesse dia como o futebol se destacou!

Meu irmão foi no campo pra ver o grande jogo, contou que em momentos de gol era todo mundo chorando e se abraçando… Gente, é bonito. Eu gosto. Mais legal ainda é Copa do Mundo, porque aí não tem inimizades dentro do nosso país, não é. Nem contra outras nacionalidades, a bem da verdade, porque tem todo um espírito amistoso tomando conta do mundo… Menos quando o assunto é França, mas né?

E futebol pra mim tem um componente familiar. Acho que é isso que eu gosto mais. Não sei por que diabos, mas comecei a ver jogos de futebol e acompanhar campeonatos lá pelos meus 10 ou 11 anos, junto com meu pai. E aqui é necessário destacar: meu pai não é fã de futebol, nem brasileiro ele é e, aliás, nem times realmente decentes o país dele tem (apesar de vez ou outra disputarem a Libertadores – e serem eliminados na primeira fase). Ou seja, ele também começou a ver futebol naquele momento. Aí era noticiário de esportes pra cá e pra lá, ver jogos nos quais nosso time não participava, saber nomes de jogadores… Até que, não sei por que cargas d’água, paramos. E seguiram-se assim vários anos, tempos nos quais eu fui totalmente avessa à futebol e passei a aderir, vez por outra, àquela fala de quem esnoba o esporte só porque ele é de massa: “não acompanho futebol”. Bem, acompanhar eu não acompanhava mesmo, mas falar em tom de quem despreza era negar o passado!

Até que surgiu meu irmão. Bem, na verdade ele já existia há tempos, desde 1995 pra ser mais exata, mas é que até então ele era pequeno e não sabia o que era impedimento. Sim, porque a partir do momento que você entende o que é impedimento já era: você pode até não amar, mas que há uma relação entre você e o futebol, isso há.

Enfim, meu irmão é da era do Playstation 2 e tudo o que vem com ele. E em determinada época PS2 era Winning Eleven. E foi aí que ele se descobriu. Sendo de uma nobre estirpe, ele naturalmente encaminhou-se para a torcida de sangue azul (trocadilho infame mode: on) e foi aí que a vaca foi pro brejo. Desde então é impossível ter silêncio e dormir mais cedo às quartas-feiras, não saber pelo menos uns três nomes de jogadores (e que um deles é “burro, perna de pau”), vez por outra ser arrastada pro Mineirão no domingo. E eu resisti. Mas por fim, porque eu sou muito enxerida na vida do meu irmão (e ele é muito reservado), eu resolvi que a melhor maneira de quebrar as barreiras era começar a fazer coisas com ele. Eu apresentei a ele How I Met Your Mother, ele me reapresentou o futebol. Jogo agora é pequena reunião de família.


True Story

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Zzzzummm, zzzz… Vuvuzelas!

Eu já falei antes por aqui que adoro eventos esportivos mundiais – tem até um post perdido por aí sobre as Olimpíadas. Bem, há menos de uma semana teve início a Copa das Confederações, da qual eu sinceramente não me lembro de ter algum dia ouvido falar, mas que traz algo de Copa do Mundo, ainda mais sendo no país anfitrião.

Enfim, o fato é que tenho acompanhado a coisa e, mais uma vez, lá vou eu pra situações bizarras: ontem estava assistindo Áfrixa do Sul x Nova Zelândia, essas duas equipes gigantes do futebol mundial e que sempre nos brindam com jogos memoráveis. (Cof.)

E nessas transmissões de grandes eventos a coisa é sempre igual no que diz respeito às reportagens sobre o local e blablabla. Dessa vez o barulho todo tem sido em relação à torcida, que de acordo com os repórteres e comentaristas de futebol é “um espetáculo a parte, o que a África do Sul revela de melhor, a grande alegria” etcétera, etcétera.

Em todo jogo que você assitir passado na África do Sul poderá ser notado um barulho não dos mais agradáveis. Lembra, digo mais, pode ser perfeitamente confundido com um enxame de moscas/abelhas. Na verdade são as cornetas que os sul-africanos não se cansam (não se cansam mesmo) de soprar.

Obviamente vêm notas de explicacão esporadicamente sobre o que é aquele zunido – um repórter, desses que interrompem a narração ou comentário pra dar notícia do tipo “foi chamada a atenção do técnico tal por este se encontrar fora de sua área” ou “jogador blá está no aquecimento, parece que vai pintar alteração”. Da última vez foi assim: “e este barulho que você escuta são cornetas. Elas se chamam vuvuzelas e são…. muito chatas“.


P.S.: O Brasil acaba de fazer um gol contra os EUA!

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Tell me why

Bem, não é caso de rir. Só que, claro, eu com a minha mania incontrolável de rir das coisas erradas (e na maioria das vezes na hora errada e na frente das pessoas erradas ainda por cima) não pude deixar passar essa ocasião. Mas vamos lá.

Tá todo mundo sabendo da gripe suína, tá todo mundo com medo dela, tá todo mundo evitando viajar pros países que são foco da doença (bem, não que eu conheça alguém que tenha desistido de viajar, mas essas são as notícias) e tá todo mundo exigindo medidas de prevenção por parte de seus respectivos governos. Beleza. Coisa bonita, pessoal conscientizado, preocupado… Mas o homem tem sempre umas coisas muito criativas. Não é que, no meio de um jogo de futebol de um time do México contra um time de algum outro país que não importa, um jogador não faz isso? :

Eu sei que esse vídeo deve ser o novo Susan Boyle no mundo do YouTube, mas mesmo sendo notícia velha eu simplesmente tinha que postar. Porque ao contrário do que todos fizeram (o certo, aliás, que é de cara ficar com nojo do cidadão), o que me veio imediatamente à cabeça foi: “gente, que criatividade!!!”. Porque pensa: o jogador da p* da vida. Ele tá doido pra dar uma de Edmundo e descer braço e pontapé no carinha do time adversário. No entando ele sabe que isso vai chamar muita atenção e que vai dar no mínimo um cartão vermelho, isso se ele não for punido mesmo pelo órgão que cuida do futebol (como que chama? É a FIFA?). Enfim, até aí tudo bem…: ele tem um ódio contido, um desejo de descontar aquilo tudo em alguém e não sabe como fazer. Aí lhe vem a brilhante idéia de tossir. Pela primeira vez na vida ele deve ter pensado: “Nu! Como vale a pena ser mexicano agora!”.

A grande questão pra mim, no entanto, a coisa que está me fazendo rir loucamente toda vez que penso nessa cena é a associação que ele fez. Que processo cognitivo se operou na cabeça do ser pra ele chegar a essa associação? Porque sério, desde quando essas palavras juntas fizeram algum sentido? FUTEBOL, AMEAÇA, TOSSE.

*Ao som de The Beatles – Tell me why

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É só entrar no clima

Eu sempre gostei dos Jogos Olímpicos. Aliás, devo confessar que tenho uma queda por grandes acontecimentos esportivos. Copa do Mundo é a mesma coisa. Mas uma coisa que a Copa do Mundo não tem, como sabemos, é variedade – característica principal das Olimpíadas. E justamente por isso, pelo sem número de modalidades e pelos vários acontecimentos simultâneos com uma platéia muito heterogênea, também temos durante as Olimpíadas as situações mais… digamos… incomuns.

Se eu já não tivesse hábitos de coruja, poderia citar as madrugadas acordada na frente da TV como uma das mudanças provocadas pelo jogos. Tudo bem, ir dormir tarde pode nao ser exatamente o problema, mas a gente começa a duvidar um pouco do próprio estado de espírito quando, depois de ter ido dormir às 3h da manhã, ainda acordamos, num domingo, às 9h para assistir a uma competição de ginástica artística. No entanto, pior do que a troca de horários, são os esportes que eu me proponho a assistir. Tiro, hipismo… Ah, as Olimpíadas! Só de quatro em quatro anos é que pode se ver este ser que vos escreve, no meio da madrugada, assistir torcendo loucamente a uma luta de judô entre Uzbequistão e República Tcheca. Considero esse o meu ápice.

Mas as surpresas nem sempre estão só do lado do público. Ah, não…! Os chineses têm suas cartas na manga e não hesitaram em surpreender-nos. Eis que, ecoando durante a transmissão de provas da natação, escuta-se bem claramente um Ilariê tocando por lá. Eu sabia que a Xuxa era conhecida pela América Latina, mas dessa vez ela se superou. E, como se não bastasse essa ressurreição, o DJ da arena do vôlei de praia supera até bloco-de-carnaval-falido-que-só-canta-coisa-velha e, de repente, a gente lembra a letra da música e canta junto:


“Nada mal, curtir o TERRASAMBA
não é nada maaaaalll!
Que legal! É só entrar no clima
e liberaaaaaar geraaall!”

Demos graças ao senhor porque a gente tá no clima do discurso de paz dos Jogos Olímpicos.

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