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The Book Report (03.2013)

Inesperadamente, um mês de muitas leituras (e menos facebook – é possível!). Recomendo muito o Kazuo Ishiguro ali. Ele é mágico.

Wuthering Heights, de Emily Brontë

Wuthering Heights

A

Fahrenheit 451, de Ray Bradbury

Fahrenheit 451

A

The Remains of the Day, de Kazuo Ishiguro

The Remains of the Day

A

A Invenção de Morel,  de Adolfo Bioy Casares

A Invenção de Morel

A

Saphirblau (Die Edelstein Trilogie #2), de Kerstin Gier

Saphirblau

A

The Silver Linings Playbook, de Matthew Quick

The Silver Linings Playbook

A

Hinter verzauberten Fenstern, de Cornelia Funke

Hinter verzauberten Fenstern

 
A

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The Book Report (jan. 2013)

Livros do preguiçoso janeiro. Quer dizer, janeiro sempre começa preguiçoso e termina desproporcionalmente corrido. Onde está o esquilíbrio na vida pós-moderna?

– Cotoco: o diário (perversamente engraçado) de um garoto de 13 anos, de John van de Ruit

Cotoco

A

–   The Perks of Being a Wallflower, de Stephen Chbosky

The perks of being a wallflower

A

– A Peste, de Albert Camus

A peste

A

– Miramar, de Naguib Mahfouz

Miramar

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Teenage angst: dois livros

Sobre crescer e comentários de dois livros sobre o tema: Cotoco – o diário (perversamente engraçado) de um garoto de 13 anos, de John van de Ruit; e As vantagens de ser invisível, de Stephen Chbosky.

***

Existe uma época da nossa vida em que passamos por algumas transformações tão assustadoras que nosso chão pode como que sair de sob nossos pés e de repente tudo se torna pergunta e dúvida. E normalmente ninguém liga muito, porque já é lugar comum que esta época, a adolescência, “é assim mesmo”, um sem mundo de questionamentos sobre nada importante.

Eu nunca liguei muito pra essa baboseira toda, é verdade. Acredito que fui uma adolescente difícil, mas isso aconteceu só porque eu sou mesmo um ser humano dificil. No entanto, não deixo de pensar que esta é uma idade bastante importante no desenvolvimento de cada um, sobretudo levando em consideração nossa época, na qual temos definidas as noções de infância, adolescência e (menos definida)… como se refere à época em que somos adultos? Mas enfim. Se aquele período entre os 11 e os 18, 19 anos não significa que viramos adultos, pelo menos se refere à primeira grande passagem que vivemos: deixamos de ser crianças. E com isso deixamos de ser inocentes (mas ainda não entendemos nada), passamos a ter responsabilidades (mas somos irresponsáveis demais), nos rebelamos contra o que consideramos errado (mas somos idealistas demais), e se somos homens temos que começar a namorar mas se somos garotas ainda é cedo. Muitas contradições.

***

Recentemente li dois livros sobre o assunto e que têm mesmo um formato bem parecido. Comecemos do começo.

Os absurdos e o caos de meninos vivendo sem os pais.

Os absurdos e o caos de meninos vivendo sem os pais.

Cotoco vem em forma de diário e acompanha o primeiro ano do garoto John Milton (apelidado Cotoco), de 13 anos, num internato elitista para meninos na África do Sul. O livro se concentra, de maneira cômica, nas aventuras dos outros 7 colegas de quarto de Cotoco, suas escapadas noturnas para nadar, perseguições à fantasmas, implicâncias com outros alunos, etc. Mas Cotoco também fala de suas primeiras aventuras amorosas, pergunta sobre o que é o amor e quando saber que se está amando, questiona sobre o que é certo e errado, fala sobre amizade e coloca os professores ali no meio, todos com suas falhas mas ainda vistos de longe, adultos que são.

O drama adolescente: ser "diferente"

O drama adolescente: ser “diferente”

As vantagens de ser invisível, por sua vez, já tem uma proposta mais séria. Embora seja muito parecido com um diário, na verdade o que temos são cartas, ainda que apenas de uma parte. O garoto Charlie, de 15 anos, escreve sobre o começo do High School e os medos que tem. Aqui também todo o primeiro ano é acompanhado, mas Charlie começa já com um trauma, o de ter perdido seu amigo no ano anterior, que cometera suicídio. Charlie é um menino problemático que já passou por tratamentos psiquiátricos sem sucesso e que descobre a amizade e, claro, o amor.

Não vou entrar nos méritos de cada livro e nem discutir se um copiou o outro ou não (de fato, talvez eles tenham copiado um outro que ainda não li). Só penso serem duas leituras interessantes para quem está vivendo este período ou para quem convive com adolescentes. À parte aspectos particulares (em Cotoco temos o contexto histórico, com Nelson Mandela sendo solto após 27 anos na prisão e os conflitos políticos que podem ser vistos mesmo dentro do microcosmo escolar; já Charlie sofre de problemas psicológicos que não são necessariamente comuns), existem alguns temas que são amplos. A amizade, por exemplo, nesta idade toma proporções muito maiores do que na infância e a vida passa a orbitar menos ao redor da família, enquanto o círculo de amigos passa a tomar cada vez mais importância. Isto talvez tenha relação com a visão em relação aos adultos, que passam de seres praticamente infalíveis para seres humanos, capazes de erros e emoções. É interessante notar isso em ambos os livros sobretudo quando se fala dos professores e da relação que se estabelece entre eles e os garotos (em ambos os livros os professores de inglês dão especial atenção aos personagens principais, indicando livros e os convidando a discutir as leituras extras). Além disso, ambos os livros dão voz ao adolescente, colocando eles como narradores de suas próprias aventuras, histórias e sentimentos.

É verdade que este tema, o coming of age, deve ter inúmeras obras e pode ser abordado das mais diferentes maneiras. De qualquer maneira foi interessante para mim voltar à estes temas e questionar mais uma vez algumas coisas que, parece, como adultos temos que ter como certas.

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*Este foi um texto teste sobre leituras e faz parte da tentativa de tentar escrever e colocar de forma mais clara as idéias sobre os livros que leio.

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TAG: Isto ou aquilo?

Esta tag foi criada por este alguém do youtube: http://www.youtube.com/aurasbookbox

1 – Audio ou livro em mãos?
Livro em mãos. Pode ser Kindle em mãos também, mas absolutamente não congiso conceber a idéia de audiobooks, simplesmente porque livro pra mim é leitura e não ouvir. É eu mesma imaginar como, com que entonação e que voz está se dizendo certas coisas; é, pegando uma metáfora do Roland Barthes, ter o texto como uma partitura que eu mesma executo.

2 – Capa mole ou dura?
Depende. Geralmente eu prefiro livros de capa dura porque acho eles lindos e também porque acabam sendo mais resistentes, mas em alguns casos e para determinadas leituras (principalmente aquelas que precisam de anotação) acho os de capa mole melhores. Mas veja bem: não é qualquer capa mole. A qualidade da edição também interessa, existem paperbacks de baixa qualidade, que abrindo o livro pela primeira vez já estragam, e outras que conseguem manter a espinha por exemplo, sem quebrá-la, e ainda assim não prejudicar a leitura (dá pra abrir o livro direito).

3 – Ficção ou não-ficção?
Ficção. Estou tirando daqui os livros acadêmicos, que são outro tipo de leitura. Este “não-ficção” aqui estou pensando como esses livros de biografias, ciência (voltada para o grande público, não especializado), esportes e por aí vai. Mas ficção, sempre ficção.

4 – Mundo da fantasia ou temas da vida real?
Não acho que o mundo da fantasia exclua automaticamente a abordagem de temas da vida real. Na verdade quando penso neste “vida real” estou pensando nos personagens, seus desenvolvimentos e a capacidade de colocá-los de maneira humana, identificáveis. Neste sentido acredito que não há diferença entre um gênero e outro, uma vez que existem livros de fantasia que contam com personagens incríveis (como os de As Crônicas de Gelo e Fogo) e outros, passados no mundo real, que estão longe de terem personagens interessantes.

5 – Harry Potter ou Crepúsculo?
Sério?

6 – Kindle, iPad ou outro?
Kindle. Nunca tive experiência com outros e-readers, mas o Kindle me agrada muitíssimo. Nunca considerei tablets em geral porque me incomoda a leitura em tela que emite luz, então pra mim a opção foi sempre o Kindle.

7 – Pegar emprestado ou comprar?
Ultimamente eu tenho preferido comprar. Até recentemente fazia uso constante de bibliotecas e pegava livros emprestados, mas “culpo” dois fatores pela minha mudança: em primeiro lugar, o fator financeiro, já que alguns tipos de livros se tornaram mais baratos no Brasil, sobretudo com os lançamentos de diversas coleções de bolso das mais variadas editoras, de qualidade e preços acessíveis. O outro motivo é a própria quantidade de canais literários online, sejam vídeos, blogs, redes sociais, enfim, a possibilidade de entrar em contato com diferentes leitores de diversas partes do mundo, vendo também diferentes edições. E vou colocar aqui ainda mais uma coisinha: o fetiche do livro. Até pouco tempo eu não me importava de ter um paperback de baixa qualidade, mas ultimamente tenho dado especial atenção às edições, sem me importar muito em pagar mais por uma edição bonita, comentada e, se for o caso, com uma tradução reconhecidamente de qualidade.

8 – Loja física ou online?
Online. Não só pela grande variedade de oferta, mas também pelos preços. Eu gosto de livrarias, mas tem ficado cada vez mais difícil encontrar aquilo que eu quero (principalmente porque tenho preferido ler tudo o que posso no idioma original, e quase não há livros importados de boas edições nas livrarias físicas) e também porque há uma enorme diferença nos preços.

9 – Livro “único” ou séries?
Quando o livro é daqueles que não foi feito pra se alongar, ele já fica comprometido ao ser esticado. Mas existem séries que foram pensadas como uma única obra, ou que são bem fechadas e foram apenas dividas quase que em tomos, como é o caso de O Senhor dos Anéis. Desta maneira eu não vejo como separar um tipo de livro/leitura do outro.

10 – Leitura monstruosa ou curta?
Ai, depende de novo. Mas é verdade que dá um certo desânimo quando a gente pega o calhamaço. Geralmente a gente já está no ritmo da história depois de umas 50 páginas e nem percebe que está lendo quase que a Bíblia, então na verdade o problema é o ânimo inicial.

11 – Romance ou ação?
Um equilíbrio dos dois, talvez? Não gosto de nada muito água com açúcar (como imagino que esses livros do Nicholas Sparks sejam) mas também não sou fã de pura ação. Desde que seja inteligente… Depende da narrativa, sempre.

12 – Debaixo dos cobertores ou do sol?
Dado que eu detesto sol…

13 – Ler a resenha ou decidir você mesma?
Eu aceito dicas de pessoas em quem eu confio. Só. Geralmente posso até começar a ler uma resenha só pra ter uma vaga noção, mas detesto spoilers e eles são bem comuns. Além disso é difícil encontrar um crítico/blog que tenha gosto parecido com o meu, portanto geralmente não confio.

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The Book Report (10, 11, 12.2012)

Uma resolução que começou tão bem e foi deixada de lado nos últimos meses do ano. Mas no finalzinho o ânimo deu o ar da graça. Então retomemos:

– The Joy Luck Club, Amy Tan
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– O Encontro Marcado, Fernando Sabino
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– The Hunger Games, Suzanne Collins
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– Percy Jackson and the Olympians – The Lightning Thief, Rick Riordan
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*Ao som de You’re a Good Man, Charlie Brown (Musical) – The Book Report

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Bigger than my body

Desde que o mundo ao meu redor é digital e o que é palpável mesmo parecem ser apenas os instrumentos reprodutores de mídias (pelos quais podemos chegar a pagar muito caro), eu me pego numa dúvida eterna de como agir perante o valor do virtual.

Os mais radicais me chamarão de marxista (que parece que já passou de conceito a xingamento automático – mas eu atribuo isso a esses mesmos radicais que têm uma visão demasiado estreita daquilo que não conhecem), mas o fato é que tenho uma dificuldade imensa em pagar por um arquivo digital. E eu sei que os custos de um filme, livro ou uma música ultrapassam aqueles do material que resulta em um DVD (sou antiga? Já é tudo Blu-Ray?), um CD ou um livro de papel, mas num mundo onde tais coisas parecem tão flutuantes e descartáveis, fica difícil atribuir o mesmo valor que antes me parecia tão inquestionável.

Cadê o trabalho?

Não vou entrar muito no meio musical, porque aquilo ali me parece uma bagunça muito grande e, pensando com os meus botões, com o barateamento da mídia em si e considerando que arquivos digitais também não são necessariamente comercializados diretamente pelo artista nem gravadora (vide iTunes), talvez as coisas saiam “elas por elas”.

Mas recentemente fiquei pensando nos livros. Veja bem, desde maio deste ano eu sou a feliz proprietária de um Kindle Touch, que até hoje me trouxe de custos apenas seu próprio valor, visto que tudo o que está ali dentro foi adquirido não pela Amazon, mas por outros canais por aí (você sabe do que estou falando). A questão é que, antes de saber que existiam outras maneiras de conseguir arquivos para o Kindle eu ainda considerava seriamente a compra do aparelho, pelo simples fato de que não teria que esperar tanto tempo para receber um livro, podendo iniciar a leitura imediatamente e ainda sem pagar frente. Sem contar que o arquivo, claro, me custaria bem mais barato. Só que não. Na maioria dos casos, comprar o arquivo para Kindle e o próprio livro custam o mesmo ou quase isso, e embora as vantagens citadas acima realmente persistam, qual é a justificativa para o valor tão parecido? Fiquei pensando que se por um lado não se gasta com a produção em si nem com depósito, por outro lado devem ser criados novos custos para o serviço de downloads e servidores abrigando aqueles arquivos. Mas ainda assim, não me parece que os custos se equiparem, tendo em vista que serviços relacionado a armazenamento e rede, se já razoavelmente baratos para o uso doméstico, devem ser “fichinha” para grandes empresas. Além disso, por que o investimento em um novo formato se ele não trará maiores lucros?

Mas vamos supor que o preço seja esse mesmo, o que está circulando, que afinal de contas não haja tanta diferença entre o lucro alcançado antes e o agora. Ainda assim, por que parece tão difícil atribuir valor aos arquivos digitais? Pelo menos é este meu caso. Eu não consigo chegar a outra resposta além da própria cultura de posse que persiste, o ter a estante cheia, a videoteca… A coleção. Encher a casa daquilo que diz algo sobre você mesmo, emprestar, trocar, espalhar aquilo que você gosta de alguma forma. De qualquer forma, mantém as trocas a nível físico. Pelo menos a socialização ainda não totalmente virtual.

Prateleiras

*Ao som de John Mayer – Bigger Than My Body

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The Book Report (09.2012)

O mês de setembro foi marcado pelo marasmo literário. Ou preguiça.

– The Hitchhiker’s Guide to the Galaxy, Douglas Adams

 

 

 

 

 

– Persuasion, Jane Austen

 

 

 

 

 

*Ao som de You’re a Good Man, Charlie Brown (Musical) – The Book Report

 

 

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