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I’m on the top of the world looking down on creation #5

Desde que o Mineirão foi reinaugurado ele é assunto. Não tem água, não tem comida, tudo é caro, a administração é péssima, nenhum funcionário sabe de coisa alguma, futebol já deixou de ser popular com esses preços absurdos. Mas o que me interessou mesmo foram os shows. Porque desde a reinauguração tem boatos sobre tudo quanto é coisa e, melhor de tudo, eles estão se tornando verdade. O primeiro a fazer música ali dentro foi Elton John, Paul Chato McCartney já tem data confirmada (e aparentemente desta vez BH será sua única parada no Brasil) e por um momento tivemos rumores até de The Who por aqui. Não parece que eles vão chegar exatamente por aqui, mas pelo menos ao Brasil os caras devem vir, o que já foi o suficiente pra me deixar muy eufórica e escutar sem parar o álbum Quadrophenia, que nesta turnê está sendo tocado na íntegra juntamente com outras músicas. Já me imagino cantando loucamente “teenage wastelaaaaaaannnnd”.

– The Real Me (The Who)

Vou admitir que eu basicamente sempre fiquei no Who’s Next e um pouco menos no My Generation, porque se eles tivessem feito só isso já estava suficiente. Aí comecei a ouvir o QuadropheniaA verdade é que apesar de tudo o que dizem do Pete Townshend (porque ele diz abertamente que eles são melhores que o Led Zeppelin), em certa medida eu concordo com ele: eles foram injustiçados. Embora seja uma banda grande e de renome, enquanto TODO mundo conhece Led, The Who já me parece ser um nome mais restrito ao mundo das pessoas que realmente se interessam por música, especialmente rock. Ou pelo menos é o que me parece ser por aqui, porque na verdade nos EUA e Reino Unido parece que eles recebem lá seus créditos. E voltando à comparação com Led (que acho injusta, afinal são coisas bem diferentes), se tem uma coisa que eu prefiro no The Who é a habilidade de fazer letras muito mais profundas quanto a sentimentos e a maneira genial do Roger Daltrey de cantar essas coisas. Porque o que eu escuto é um cara que realmente quer dizer aquilo ali.

– Yesterday (The Beatles)

Eu detesto o Paul. Já falei isso, tem um post inteiramente dedicado ao assunto. Mas o cara escreveu a primeira música dos Beatles que eu escutei e foi tipo: bam! – já era, a partir daí sempre tentava escutar mais da banda. Era uma música bonita, calma, com letras interessantes – e uma das primeiras coisas que eu aprendi a tocar no violão.

– Goodbye Yellow Brick Road (Elton John)

Eu acho que já disse isso por aqui várias vezes, mas eu tenho uma relação especial com essa música. Eu me lembro de escutar ela sempre em casa, especialmente sábados pela manhã, lá pela época em que eu tinha uns 4 anos, quando meu pai colocava uma fita cassete com a seleção mais variada do universo – e lá no meio, entre músicas francesas e latinas, estava esta. Nunca soube de quem era, nem me interessava, é verdade. Até que um dia, remexendo nas fitas, uns bons 15 anos depois, encontrei essa e comecei a escutar e me fixei em “Goodbye Yellow Brick Road”. Só fui saber que era do Elton John algum tempo depois.

Quando o piano tocou essa introdução no show eu gritei. Ao meu redor eu fui a única que reconheci – ou era a única tão empolgada com essa música. É engraçado como as memórias da infância são as que permanecem com tanta força e nos tocam tanto, que lembramos de uma forma tão feliz e tão triste ao mesmo tempo.

Chorei de soluçar.

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It’s a little bit funny

“Lá vêm os asiáticos com suas câmeras. Eles não aproveitam as férias, só tiram foto.”

***

Não sei bem como foi quando a fotografia foi inventada e popularizada, mas a verdade é que o advento da câmera digital causou uma real mudança na maneira não só como tiramos fotos e porque as tiramos, mas também como nos relacionamos com o produto final, ou seja, a imagem.

Em uma era na qual o papel parece ter seus dias de absoluto domínio contados, é a tela – seja do computador, tablet ou smartphone – que se apresenta hoje como aquilo que nos apresenta as mais variadas experiências, vídeos e fotos inclusive. E se antes você visitava seu amigo ou familiar para ver as fotos da última viagem, agora temos a internet, que te entrega a foto remotamente, seja de maneira pessoal através de um email, ou simplesmente sendo compartilhada no Facebook diretamente para um grupo maior e variável de pessoas.

O filme não é mais desperdiçável (visto que ele nem mesmo existe) e os cartões de memória adquirem cada vez mais capacidade de armazenamento. É possível registrar de tudo, guardar tudo, ver e rever, mostrar, marcar gente, marcar lugar, criar registros cada vez mais detalhados e freqüentes sobre a nossa vida: o que vesti naquele dia, onde fui, com quem, o que comi, bebi, o começo do dia, a tarde, a noite, o gato de rua. Tudo multiplicado, porque é raro que a foto perfeita saia na primeira tentativa.

Porque quem é que quer deixar registrado esse tipo de pose?

Porque quem é que quer deixar registrado esse tipo de pose?

De repente, browseando a internet, a gente pensa: “por que diabos estou vendo esta foto?”. Não que eu tenha me deparado com nenhuma foto particularmente incômoda. Aliás, é justamente isso: o que tem aquela foto ou aquele evento de especial? Por que ele merece uma foto que deve ser não somente uma recordação pessoal, entre aqueles que participaram do momento ou que são próximos de quem ali estava, mas que deve ser colocada para toda uma rede ampla de pessoas para ser vista?

Viagens, shows… Você levanta a cabeça, olha pra frente, pra cima, e tem o real acontecendo ao seu redor, o lugar que você está (que na maioria das vezes você pagou caro para estar), mas os olhos estão na tela: a tela do check-in do Facebook, para avisar para os amigos – mas principalmente para os inimigos – onde você está; a tela da câmera com seus ajustes de zoom, flash, cores e filtros para registrar aquele momento que você nunca viveu, porque você nunca realmente viu a olhos nus aquela cena, pelo menos não sem já pensar que aquilo daria uma boa foto.

Ontem, em um show, fiquei observando o cara que estava na minha frente. (Veja bem, era impossível não observá-lo porque a) ele estava BEM na minha frente, b) ele era gigante, estilo Tropeço da Família Addams e c) porque o cara não parava de estender os braços para todos os lados com o telefone feat. câmera dele.) Sem contar os 30 a 40% do show que ele não estava presente porque tinha ido buscar tacinhas de champagne pra gangue dele, ele deve ter realmente olhado pro palco menos de um terço do tempo que estava ali. O resto era gasto olhando pra trás pra admirar o estádio, conversando e principalmente interagindo com o próprio celular.

Não eram lugares baratos (não para os meus padrões de qualquer forma), não era um show que acontece todo dia. Por que eu gastaria o tempo único daquela experiência me preocupando com o ângulo e o flash? Ou publicando na internet o que estou fazendo, onde estou?

***

Outro dia li que há uma luz no fim do túnel. Algumas pessoas já se cansaram do oversharing, de acompanhar passo a passo vidas de pessoas que nem tão próximas são, de saber de cada evento e cada pensamento do outro e que o futuro das redes sociais pode desembocar em outros cantos, priorizando mensagens pessoais ao invés daquelas direcionadas a todos e a ninguém. Talvez a tentação tenha sido muito grande. De início a idéia de compartilhar algo sem nenhuma importância específica, completamente banal e trivial, parecia ser interessante, afinal de contas dava espaço para a criatividade. Fico pensando se as pessoas não começaram de repente a transformar aquilo em obrigação de informar do passo a passo ao invés de simplesmente publicar um pensamento aleatório engraçado, diferente.

E as fotos seguem o mesmo caminho, agora com a opção de editar diretamente de seu celular e transformar a foto automaticamente num polaroid de 1985.

É interessante pensar na quantidade de fotos e vídeos armazenados e quantas vezes eles são acessados. Será que a pessoa que queria tanto registrar aquilo tudo vai um dia sentar sozinha (ou com quem quer que estivesse acompanhando) para ver aquilo tudo? Eu tendo a pensar que aqueles dados vão se perder pela internet depois de uns 20 “likes”. E assim a foto terá cumprido o seu papel.

***

Eu tirei fotos também, fiz um vídeo. Não sou contra esse tipo de coisa, só não gosto do excesso. Dito isso, curti todo o resto do show e durante minhas músicas preferidas eu não estava nem pensando em câmeras – estava muito ocupada balançando os braços e o esqueleto. Também me ocupei chorando, afinal de contas era o Elton John.

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I’m on the top of the world looking down on creation #4

Como o carro muda nossa rotina, não é? E mais do que isso, interfere em vários hábitos nossos. Por exemplo, antes eu passava muito tempo em ônibus, o que me dava oportunidade para ler e escutar muita música, mas agora, com menos tempo envolvido nos transportes, sobra menos espaço para tais coisas. Não que eu esteja reclamando, veja bem – é só que eu ainda não aprendi a lidar com essa nova organização. Sem mais delongas, as três músicas mais ouvidas da semana:

– Je sais, je vais (Baden Baden)

Essa é mais uma das músicas que me sinto culpada de gostar – não por motivos de natureza hipsterística (como foi o caso dos Lumineers), mas porque eu gosto puramente pela melodia, instrumentos e o que envolve o sonoro mesmo, mas nada, absolutamente nada do meu gostar tem a ver com o que essa música diz. Porque eu não entendo francês. De qualquer maneira, esse vídeo aí – que na verdade contém duas canções, a segunda sendo em inglês – foi tocado algumas várias vezes.

PS: E esse nome mega alemão numa banda francesa, hein?

– Baba O’reilly (The Who)

É até injusto colocar esses clássicos em listas como esta, porque a verdade é que eles são sempre ouvidos – é por isso que são clássicos. “Baba O’reilly” deve ser uma das músicas que eu mais ouvi na vida, eu sempre fico super eufórica quando aquele teclado começa e penso que esses caras são gênios de verdade por conseguir provocar nas pessoas umas sensações fora do comum ao escutar esse álbum todo. Essa semana me deparei de novo com uma notinha que falava da possibilidade mesmo de shows do The Who no Brasil, até em Belo Horizonte, o que foi suficiente para ficar com vontade de escutar de novo, várias vezes, e gritar “teenage wastelaaaaaaaaaannndd!!!”.

– Tiny Dancer (Elton John)

Vai se aproximando o show…. Mas essa música sempre vai me lembrar esse filme e a época em que eu vi “Quase Famosos” pela primeira vez.

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I’m on the top of the world looking down on creation #3

Basicamente eu escutei marchinhas de carnaval nos últimos dias. Também teve axé dos anos 90 (todo mundo que cresceu com encontros na casa da vovó com a televisão eternamente ligada no Gugu entende essa conexão emocional), rock clássico e batuques aleatórios. Mas quando eu não estava andando atrás de um bloco ou no Santa Teresa, eu estava escutando outras coisas.

– Stubborn Love (The Lumineers)

A verdade é que eu acho esses caras zuper hipsters. Assim, de verdade. O tanto que o hipster vertente folk pode ser. Mas tirando o visual, eu gostei da música, mesmo porque é o tipo que entra na cabeça, aí você escuta o álbum 645 vezes seguidas e, é provável, depois encosta num canto e esquece ou ouve uma ou outra música muito de vez em quando – porque já deu. Mas agora eu estou na fase “ó, meu deus, preciso escutar isso de novo!”, então é isso.

– The Wrong Girl (Belle And Sebastian)

Vira e mexe eu escuto muito essa música. Nem sei porque, já na verdade apesar de eu gostar de Belle And Sebastian nunca realmente parei pra escutar um álbum inteirinho, ou vários álbuns. Mas eu gosto muito dessa aí. Tudo bem que é um cara cantando sobre não achar a garrôta certa, mas eu fico pensando no outro lado, ou seja, nunca ser a garota certa.

– Alive (Pearl Jam)

Essa aqui está mais pra preencher. Mais ou menos. Porque semana passada eu realmente escutei isso aí um dia inteiro porque ia num showzito em que a banda aparentemente tocava muito grunge, e aí que me rendi. Tudo pra não boiar completamente. Explicando: eu sempre tive uma certa preguiça de Pearl Jam, nem sei direito porque. Continuo sem achar o máximo, não é algo que me empolga loucamente, mas essa aí até que é mais legal. Também pensei que, se eu curto tanto aquela trilha sonora que o Eddie Vedder fez para “Into the Wild”, faria super sentido dar uma chance pra banda do cara, afinal de contas é o trabalho pelo qual ele é aclamado e tal. Enfim, ampliando os horizontes musicais.

E a sua semana carnavalesca?

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I’m on the top of the world looking down on creation #2

Essa semana, seguindo o clima de instrospecção provocado pela chuva e tempo nublado, pouca música foi ouvida, mas o que escutei foi triste – ou provocou sensações mais pro lado do cinza mesmo.

– La Maza (Silvio Rodriguez)

As minhas raízes andinas sempre me colocaram em contato com umas músicas que não circulam muito por aqui. Mercedes Sosa é conhecida mundialmente, mas Silvio Rodriguez parece que nem tanto, pelo menos aqui no Brasil. Essas músicas, além de tocarem muito no assunto das culturas indígenas, de uma particularidade e identidade latinoamericana, também remetem sempre à importância do cantor (ou do intelectual), no sentido de que este teria uma missão social. Eu gosto bastante dessa idéia. Mas aqui nesta música parece que vai para algo mais do que isso, um tanto mais profundo. É sobre acreditar naquilo que se faz, de dar um sentido buscado não em algo superficial, mas numa justificativa que parte de uma reflexão pessoal sobre a relação entre a o fazer (seja ele o que for) e o social.

– Duerme Negrito (Mercedes Sosa)

Essa música não é da Mercedes; não se sabe de quem é, mas ela foi “resgatada” por Atahualpa Yupanqui, que por sua vez escutou numa viagem ao Caribe. É uma canção de ninar, e a mãe coloca o filho pra dormir antes de ir trabalhar, prometendo trazer um monte de coisas. Acho uma imagem bonita, que fala de uma relação familiar, do trabalho, das relações sociais (“y si el negro no se duerme, viene el diablo blanco e zás!”)… Minha mãe cantava essa música pra mim, não quando ela saía para a labuta, é verdade, mas eu entendia. Acho que com essa música ficou claro para mim porque eu não via tanto minha mãe, porque eu ia pra escolinha de manhã cedinho e só saía quando estava escurecendo, às vezes já de noite. Entendia porque eu de vez em quando tinha que ficar com uma pessoa que eu mal conhecia, porque almoçar com ela era só nos fins de semana. E entendi desde muito cedo tudo o que minha mãe fazia e tudo o que ela era.

– Lost! (Coldplay)

Estou roubando porque na verdade escutei essa música só uma vez, mas ela foi importante porque me trouxe um monte de lembranças. Quero dizer, ela me trouxe mesmo uma lembrança, mas que explodiu em vários outros pensamentos. Porque a lembrança era de uma conversa de alguém que se sentia de alguma forma perdida, mas não exatamente, as coisas não estavam dando certo, mas não era uma derrota. E eu fiquei pensando no agora também e aí tudo ficou demasiado pessoal pra sair escrevendo por aí assim. Mas já deu pra entender que esta é uma ótima música pra não se sentir muito jogado no espaço.

E como foi a semana pros outros?

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As long as you love me

Outro dia eu me deparei com este vídeo:

…e fiquei confusa.

***

Como uma criança dos anos 90 (eu nasci nos 80, mas minhas memórias só começaram a existir a partir dos 90), eu não poderia ter deixado de escapar de uma das febres mais marcantes da época: boybands.

Na verdade essa onda de grupos pop cheios de gente entrou na minha vida com Spice Girls, que eu lembro de amar do alto dos meus 9 ou 10 anos de idade, quando tudo na minha turminha virava número de dança e eu tenho certeza que alguma menina que fazia aula de jazz (algo que até hoje não sei direito o que é e porque diabos se chama jazz) montou um número para que todas as garotas dançassem em homenagem a chegada das férias (ou qualquer coisa assim, porque tudo era motivo para essas danças).

Mas o que bombou mesmo nos 90 foram as boybands. E aí que eu esbarrei num link listando 63 reasons why boybands were better in the 90’s. (Se você viveu nessa gloriosa época, clique. Vale a pena. Se não viveu, também clique. Vale sempre a pena.)

Eu conheci Backstreet Boys graças à minha professora de inglês da quinta série, uma mulher esquisita que ensinou cores, frutas e verbo to be, além de passar a música As long as you love me 41 vezes. E aí pronto, eu estava perdida. Depois disso devo ter passado uns dois anos em amor absoluto pelos caras, achando que o Nick era uma graça e o Kevin um dos homens mais lindos e sensuais a andar pela face do planeta. Eu curtia aquele clipe com eles dançando na chuva, acreditava no corte de cabelo do Nick e não entendia como o AJ tinha sido encaixado num grupo de caras bonitos. Mas nem tudo foi perdido: devo à Quit playing games with my heart alguns dos meus primeiros conhecimentos de inglês, depois que resolvi traduzir toda a letra para saber o que eles estavam cantando – e achei tudo lindo, apesar dos erros de tradução que mais tarde descobri.

Eu fiz meu pai pegar As long as you love me no violão e me ensinar a tocar (na época meu repertório também incluía Antologia da Shakira, House of the Rising Sun dos Animals, Hey Jude Yesterday dos Beatles – eu era uma criança em conflito), antes de ganhar o CD de presente peguei um emprestado e gravei ele todo em fita cassete e depois que tinha o CD descobri que ele também funcionava no computador com alguns extras, incluindo vídeos de entrevistas que eu sempre assistia apesar de não entender absolutamente nada do que eles estavam falando. Eu ia para a casa da minha BFF na época, Nathália, e nós duas ficávamos escutando deitadas olhando pro teto, dando gritinhos e por aí vai.

Depois ainda vieram algumas outras. N’sync apareceu para mim como uma cópia descarada. Quem eles achavam que eram para ousar imitar os caras de verdade? 5ive, Westlife, Ultra (esta eu tive que procurar o nome, só lembrav da música)… E ainda fui cavar as raízes do movimento: Take That.

Eu não me lembro exatamente do momento que eu decidi que não gostava mais dessas coisas, só sei que de repente minha onda era Led Zeppelin, Metallica… Mas quando foi que tudo o que eu achava lindo se tornou ridículo?

***

Atualmente a nova onda da garotada é um tal de One Direction, um grupo de garotos certinhos, que usam camisa pólo e calças kaki (ou estão muito perto, porque essa é a imagem que fica) e têm clipes em praias com a galera do bem curtindo muito. O Nissim Ourfali curtiu tanto que até parodiou para o seu Bar Mitzvah.

Mas gente, os nossos queriam ser pimps.

Isso é que era ser sensual.

*Ao som de Backstreet Boys – As Long As You Love Me

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Something like Olivia

…ou Porque eu relaciono de alguma maneira que só eu consigo realmente entender John Mayer e Norah Jones (da série E o Kiko?).

***

Esses dois não têm nada a ver, é verdade, mas talvez a minha trajetória com cada um e a maneira a qual escuto cada um os torna, de algum modo, próximos.

Antes de parar para ouvir cada um, sempre achei os dois no estilo de música mosca morta, do tipo que só pessoas que não são muy locas por música escutam, do tipo que toca em novela, do tipo música trilha sonora e que não chama para si os holofotes. Vale lembrar que a primeira vez que ouvi falar dos dois foi numa época em que eu era bem extremista no assunto e achava que todo o mundo era “farofa” e só eu e mais um seleto grupo de pessoas no mundo ouviam algo realmente bom. É claro que eu era adolescente.

Aí, não me lembro muito bem como nem porque, eu comprei o álbum recém lançado da Norah Jones pelo Pirate Bay, The Fall. E não pulei nenhuma faixa. É o tipo de música que eu escuto realmente prestando atenção. Não que eu não preste atenção nas outras músicas, mas talvez as outras sejam mais empolgantes de uma maneira facilmente “curtível” em grupo, enquanto a Norah Jones eu gosto de ouvir sozinha. É outro momento. Sem contar que ela tem umas letras muito boas. Eu gosto particularmente de Man of the Hour:

It’s him or me, that’s what he said
But I can’t choose between a vegan and a pot head
So I chose you, because you’re sweet
And you give me lots of lovin’ and you eat meat

Escrita para o cachorro dela.

Já o John Mayer… Esse aí eu conheço de algumas músicas há… uma década? Mas somente na última semana, ao saber que ele tem uma música com meu nome (YES!) fui lá na minha record store mais próxima, Pirate Bay, para comprar a discografia. Eu não chego a gostar tanto da música dele quanto da Norah Jones, mas a cara dele compensa. Além disso ele é muso instrumental, e todos sabemos que a habilidade musical tem um efeito devastador nos corações – ou pelo menos no meu.

Mas de qualquer maneira, é algo que a primeira vista não parece ser nada inovador, não vai tirar seu chão, não vai mudar o cenário musical, mas é simplesmente bem feito, é bonito. Ou pelo menos eu acho (difícil ser categórica quando falando de música, porque afinal de contas cai na questão do gosto).

Eu não entendo de teoria musical. Vamos ser sinceros: eu não entendo de música. Mas os dois me parecem ser do tipo de compositores que, embora sutilmente, saem um pouco do óbvio.

Mas o principal mesmo é que o John Mayer é muito simpático e abraçável e compôs uma música com meu nome. Yes.

*Ao som de John Mayer – Something Like Olivia

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