Arquivo da tag: o blog

Once there was a way…

… que levava pra outro continente. E então uma menina começou um blog porque ia pra longe, bem longe, e queria manter os amigos atualizados dos acontecimentos em terras germânicas. Os primeiros posts eram bem estilo “querido diário”, contando coisas que eu tinha feito e algumas impressões do lugar e das pessoas.

Esse estilo, no entanto, não durou muito tempo. Muito porque eu sempre fui indisciplinada com relação a este blog (que nasceu com propósito meio fofoqueiro e hoje não tem propósito algum), outro tanto porque fazer um relato do meu dia ou semana não era agradável e, muito pelo contrário, bastante chato.

É engraçado, no entanto, voltar lá no início (e nem adianta alguém tentar ir lá, pois já retirei do ar esses posts) e ver o que eu pensava, como agia e como me parecia aquela vida tão nova. Mas mais interessante ainda é perceber as mudanças notáveis nos poucos posts no período de um ano. Eles mudaram na forma, no conteúdo e nas palavras. E muitas daquelas mudanças eu levo ainda hoje, e muito provavelmente levarei pra sempre. Essas alterações na maneira de enxergar várias coisas. Ou melhor, nas maneiras, já que a gente pensa – ou pelo menos eu penso – sobre o mesmo assunto sob vários pontos. E muitas vezes apenas sob a minha ótica egoísta também. (Ó, momento filosófico.)

Claro, há também diferenças enormes. Logo após retornar da Alemanha eu estava declarando que não estava nem aí pra sociedade, pro mundo, e que só queria garantir um futuro tranqüilo no qual eu pudesse fazer as coisas que eu queria (a.k.a. “viajar”). Também estive bobona de amorzinho, atingi o ápice do orgulho e decretei que não iria mais ser tão orgulhosa. (Oi, meu nome é Olivia e o termo “montanha-russa de emoções” se aplica.)

De qualquer modo, acho no mínimo interessante o fato de ter mudado. E assim continuar.

*Ao som de The Beatles – Golden Slumbers

4 Comentários

Arquivado em Uncategorized

Mr. Postman

Estava fuçando numas coisas do WordPress.com e me deparei com uma campanha (ou resolução de ano novo?) para tornar as postagens em blogs mais regulares. Resolvi aderir porque este blog aqui sempre foi uma montanha-russa de emoções: vive algum tempo bem frutífero e depois passa por períodos de seca.

Resolvi não ser muito ambiciosa e, ao invés de focar em um post por dia, vou tentar publicar uma vez por semana durante todo 2011. Para me ajudar nessa empreitada utilizarei o The Daily Post e toda a comunidade de outras pessoas que resolveram aderir ao desafio. Vamos ver se dá certo.

Então, vamos ver no que vai dar…

 

Só não prometo entregar textos como esses, ok?

*Ao som de The Beatles – Please Mr. Postman

PS: Notaram que estou cheia de desafios? Desafio blog, desafio culinário

1 comentário

Arquivado em Uncategorized

Hot One

Há tempos que faz parte da minha identidade o problema que eu tenho em me relacionar com a arte da culinária. Eu já relatei em vários posts – como aquele do risoto e a experiência do pão – as minhas (des)habilidades na cozinha. No entanto, até então não ter dotes culinários não era algo que particularmente me incomodasse e para ser sincera nem me interessava.

Até que um dia eu pus na cabeça que essa situação tinha que mudar. Veja bem, não é o caso de eu morrer de fome pelo fato de não saber cozinhar. Acredite, as pessoas que não cozinham sobrevivem de alguma maneira. Mas é que de repente eu queria também achar legal estar na cozinha misturando todas aquelas coisas. Não sei, me parecia um hobby legal e uma maneira de agradar os outros de um modo bem pessoal.

Segundo minha amiga Lívia, “braço de biscoiteira” é aquele braço, digamos… mais fortinho. E foi esta a observação feita para uma foto na qual os braços se apresentavam de forma mais saliente. E foi nessa brincadeira de emails entre amigos que surgiu O Braço da Biscoiteira. Ele é um projeto conjunto entre colegas do curso de História, todos com algum talento para a cozinha. O papel da ovelha negra, obviamente, é meu – mas espero ao longo do percurso ir evoluindo de pavês líquidos e miojos queimados para brilhantes pratos que todos adorarão degustar. Ou pelo menos é o que eu gosto de pensar.

Então, se você gosta de culinária ou simplesmente é fã de desastres, passa lá.

 

*Ao som de Shudder to Think – Hot One (trilha sonora original de Velvet Goldmine)

Deixe um comentário

Arquivado em Uncategorized

Waka waka

Eu sei, eu sei… Eu digo que vou voltar com blog a todo vapor, a mil por hora, com toda a energia e dedicação, mas nao dá – sou uma irresponsável mesmo, pronto.

Mas vamos ao que interessa: Copa do Mundo.

Eu já confessei aqui que gosto de futebol e por isso mesmo viro quase outra pessoa durante a Copa. (Que fique bem claro, eu nao viro um ser patriota que de repente só conhece as cores verde, amarelo e azul, e estou longe de levar a mão ao peito e cantar o hino nacional.) No entanto, estando nestas terras nórdicas fica meio difícil acompanhar o evento da mesma forma que é possível fazer no Brasil, já que, para nossa imensa surpresa (aham…), este país que por hora me abriga não para pra ver sua seleção jogar.

Aliás, curioso fato, a imprensa alemã insiste em chamar a equipe brasileira de “Seleçao”: assim, desse jeitinho mesmo, quase em português. É nome próprio, pertence só ao Brasil. Não que outras equipes nacionais não tenham seus apelidos, mas me agrada o fato de que, no “nosso” caso (olha a ponta de nacionalismo neste texto! Ó, céus!), é o próprio substantivo que nos defina. Temos A seleção. O resto não pode ser chamado de tal. Gostei. Agora nos resta vencer.

Desenvolvi uma certa preguiça da Alemanha há um tempinho, e, devo confessar, achei foi bão eles terem perdido pros sérvios. Agora torço por um confronto Brasil vs. Alemanha – no qual saiamos vitoriosos pra que eu possa rir da cara deles com todo o direito do mundo. Sim, sou chata.

E agora adiós texto, porque deve ser o pior da história deste blog.

2 Comentários

Arquivado em Uncategorized

Get Back

Eis que o blog me chamava. Então, depois de longos 7 meses, após um longo e tenebroso inverno, eis que resolvo retornar (mentira essa parte de após inverno, porque aqui a estação veio com a força toda e está insistindo em ficar e marcar presença com muita neve e temperaturas negativas). O motivo? Não que agora eu tenha finalmente dado um direcionamento à coisa, oh no, my dear… É que eu ando lendo tantos blogs que achei que exercitar a minha mente escrevendo seria bom. Sabe essa coisa de criança de ver os outros fazendo e imitar? Então, é isso mesmo, só que numa velha carcaça de vinte e… ops!, de alguns anos de idade.

Caso não se tenha percebido, há algum tempo venho usando nomes de músicas como títulos para os posts e assim pretendo continuar. Pra dar o tom, entendem? Quer dizer, podem ser títulos de filme também, agora que estou pensando melhor. Ou não. Vou deixar tudo em aberto porque promessas não são comigo.

Mas é isso. Seria bom se alguém que lê se manifestasse vez ou outra, porque é bom saber que tem alguém além de mim mesma lendo. Claro, isso é pura vaidade, but then again, quem nesse mundo de autores de blogs (não sou fã da palavra “blogueiro”) não é vaidoso em algum grau, não é?

Até mais!

*Ao som de The Beatles – Get Back

1 comentário

Arquivado em Uncategorized

Gosto de férias

Não que eu já esteja desfrutando plenamente esse período supremo do ano, as adoradas férias, mas apenas a perspectiva de poder ler o que eu quiser na hora que quiser, ver quantos filmes quiser na hora que quiser e, sobretudo, a perspectiva de poder querer, já me dão um novo alento. Tudo bem, não posso dizer que este semestre tenha sido dos mais árduos ou que tenha contado com um mínimo de comprometimento da minha parte, mas fato é: acabou-se. Agora resta-me voltar para o meu umbigo (por falar nessa região do corpo, nota mental: regime já!) e finalmente me dedicar à pesquisa. Veremos se dessa vez cumpro minha promessa de férias.

*Ao som de Rooney – I’m a Terrible Person

Deixe um comentário

Arquivado em Uncategorized

Atualização da desatualização

Parece inevitável: blogs e eu não nos damos bem. Quer dizer, pelo menos não constantemente. Por mais que eu coloque na minha cabeça que “desta vez, não importa o que acontecer, eu escreverei no blog numa freqüência minimamente aceitável”, simplesmente não dá. Enfim, antes tarde do que nunca. Lá venho outra vez, tentando manter este espaço (e já perdi a conta de quantas vezes repeti este discurso de “me desculpe pela demora em atualizar, mas cá estou eu novamente”).
 
Bem, pra falar a verdade eu comecei a escrever sem nenhum objetivo específico, o que quer dizer que, no fundo no fundo, este pequenino e singelo texto não tem nenhum propósito maior que a simples atualização do blog. É uma pena.
* Ao som de Belle And Sebastian – The Wrog Girl

Deixe um comentário

Arquivado em Uncategorized