Arquivo da tag: top of the world

I’m on the top of the world looking down on creation #4

Como o carro muda nossa rotina, não é? E mais do que isso, interfere em vários hábitos nossos. Por exemplo, antes eu passava muito tempo em ônibus, o que me dava oportunidade para ler e escutar muita música, mas agora, com menos tempo envolvido nos transportes, sobra menos espaço para tais coisas. Não que eu esteja reclamando, veja bem – é só que eu ainda não aprendi a lidar com essa nova organização. Sem mais delongas, as três músicas mais ouvidas da semana:

– Je sais, je vais (Baden Baden)

Essa é mais uma das músicas que me sinto culpada de gostar – não por motivos de natureza hipsterística (como foi o caso dos Lumineers), mas porque eu gosto puramente pela melodia, instrumentos e o que envolve o sonoro mesmo, mas nada, absolutamente nada do meu gostar tem a ver com o que essa música diz. Porque eu não entendo francês. De qualquer maneira, esse vídeo aí – que na verdade contém duas canções, a segunda sendo em inglês – foi tocado algumas várias vezes.

PS: E esse nome mega alemão numa banda francesa, hein?

– Baba O’reilly (The Who)

É até injusto colocar esses clássicos em listas como esta, porque a verdade é que eles são sempre ouvidos – é por isso que são clássicos. “Baba O’reilly” deve ser uma das músicas que eu mais ouvi na vida, eu sempre fico super eufórica quando aquele teclado começa e penso que esses caras são gênios de verdade por conseguir provocar nas pessoas umas sensações fora do comum ao escutar esse álbum todo. Essa semana me deparei de novo com uma notinha que falava da possibilidade mesmo de shows do The Who no Brasil, até em Belo Horizonte, o que foi suficiente para ficar com vontade de escutar de novo, várias vezes, e gritar “teenage wastelaaaaaaaaaannndd!!!”.

– Tiny Dancer (Elton John)

Vai se aproximando o show…. Mas essa música sempre vai me lembrar esse filme e a época em que eu vi “Quase Famosos” pela primeira vez.

Deixe um comentário

Arquivado em Uncategorized

I’m on the top of the world looking down on creation #3

Basicamente eu escutei marchinhas de carnaval nos últimos dias. Também teve axé dos anos 90 (todo mundo que cresceu com encontros na casa da vovó com a televisão eternamente ligada no Gugu entende essa conexão emocional), rock clássico e batuques aleatórios. Mas quando eu não estava andando atrás de um bloco ou no Santa Teresa, eu estava escutando outras coisas.

– Stubborn Love (The Lumineers)

A verdade é que eu acho esses caras zuper hipsters. Assim, de verdade. O tanto que o hipster vertente folk pode ser. Mas tirando o visual, eu gostei da música, mesmo porque é o tipo que entra na cabeça, aí você escuta o álbum 645 vezes seguidas e, é provável, depois encosta num canto e esquece ou ouve uma ou outra música muito de vez em quando – porque já deu. Mas agora eu estou na fase “ó, meu deus, preciso escutar isso de novo!”, então é isso.

– The Wrong Girl (Belle And Sebastian)

Vira e mexe eu escuto muito essa música. Nem sei porque, já na verdade apesar de eu gostar de Belle And Sebastian nunca realmente parei pra escutar um álbum inteirinho, ou vários álbuns. Mas eu gosto muito dessa aí. Tudo bem que é um cara cantando sobre não achar a garrôta certa, mas eu fico pensando no outro lado, ou seja, nunca ser a garota certa.

– Alive (Pearl Jam)

Essa aqui está mais pra preencher. Mais ou menos. Porque semana passada eu realmente escutei isso aí um dia inteiro porque ia num showzito em que a banda aparentemente tocava muito grunge, e aí que me rendi. Tudo pra não boiar completamente. Explicando: eu sempre tive uma certa preguiça de Pearl Jam, nem sei direito porque. Continuo sem achar o máximo, não é algo que me empolga loucamente, mas essa aí até que é mais legal. Também pensei que, se eu curto tanto aquela trilha sonora que o Eddie Vedder fez para “Into the Wild”, faria super sentido dar uma chance pra banda do cara, afinal de contas é o trabalho pelo qual ele é aclamado e tal. Enfim, ampliando os horizontes musicais.

E a sua semana carnavalesca?

Deixe um comentário

Arquivado em Uncategorized

I’m on the top of the world looking down on creation #2

Essa semana, seguindo o clima de instrospecção provocado pela chuva e tempo nublado, pouca música foi ouvida, mas o que escutei foi triste – ou provocou sensações mais pro lado do cinza mesmo.

– La Maza (Silvio Rodriguez)

As minhas raízes andinas sempre me colocaram em contato com umas músicas que não circulam muito por aqui. Mercedes Sosa é conhecida mundialmente, mas Silvio Rodriguez parece que nem tanto, pelo menos aqui no Brasil. Essas músicas, além de tocarem muito no assunto das culturas indígenas, de uma particularidade e identidade latinoamericana, também remetem sempre à importância do cantor (ou do intelectual), no sentido de que este teria uma missão social. Eu gosto bastante dessa idéia. Mas aqui nesta música parece que vai para algo mais do que isso, um tanto mais profundo. É sobre acreditar naquilo que se faz, de dar um sentido buscado não em algo superficial, mas numa justificativa que parte de uma reflexão pessoal sobre a relação entre a o fazer (seja ele o que for) e o social.

– Duerme Negrito (Mercedes Sosa)

Essa música não é da Mercedes; não se sabe de quem é, mas ela foi “resgatada” por Atahualpa Yupanqui, que por sua vez escutou numa viagem ao Caribe. É uma canção de ninar, e a mãe coloca o filho pra dormir antes de ir trabalhar, prometendo trazer um monte de coisas. Acho uma imagem bonita, que fala de uma relação familiar, do trabalho, das relações sociais (“y si el negro no se duerme, viene el diablo blanco e zás!”)… Minha mãe cantava essa música pra mim, não quando ela saía para a labuta, é verdade, mas eu entendia. Acho que com essa música ficou claro para mim porque eu não via tanto minha mãe, porque eu ia pra escolinha de manhã cedinho e só saía quando estava escurecendo, às vezes já de noite. Entendia porque eu de vez em quando tinha que ficar com uma pessoa que eu mal conhecia, porque almoçar com ela era só nos fins de semana. E entendi desde muito cedo tudo o que minha mãe fazia e tudo o que ela era.

– Lost! (Coldplay)

Estou roubando porque na verdade escutei essa música só uma vez, mas ela foi importante porque me trouxe um monte de lembranças. Quero dizer, ela me trouxe mesmo uma lembrança, mas que explodiu em vários outros pensamentos. Porque a lembrança era de uma conversa de alguém que se sentia de alguma forma perdida, mas não exatamente, as coisas não estavam dando certo, mas não era uma derrota. E eu fiquei pensando no agora também e aí tudo ficou demasiado pessoal pra sair escrevendo por aí assim. Mas já deu pra entender que esta é uma ótima música pra não se sentir muito jogado no espaço.

E como foi a semana pros outros?

2 Comentários

Arquivado em Uncategorized

I’m on the top of the world looking down on creation #1

Resolvi massificar a produção aqui e uma das maneiras de atingir isso é produzir em séries. Então agora, se a disciplina assim o permitir, toda sexta feira tentarei meditar sobre as músicas que eu mais curti ou que mais me interessaram durante a semana. Talvez isso seja bom mesmo pra me forçar a não cair naqueles negros períodos musicais, nos quais a gente perde o rumo da vida, entra na depressão e acaba escutando coisas esdrúxulas. Geralmente isso é provocado pela alma nostálgica que sai pelo Youtube procurando vídeos de músicas que eu costumava escutar na tenra juventude (foi o que aconteceu quando lembrei da época de boy bands).

Mas entrando no assunto propriamente dito, aqui vão as três músicas desta semana:

– Oh, Marcello! (Regina Spektor)


Ai, gente, que injustiça essa voz toda plus efeitos brincalhões pertencerem a uma pessoa só. Eu geralmente não curto esse pessoal que faz muita firula experimental com a voz, tipo a Björk (mas tá, eu também nunca realmente parei pra escutar a mulher, pode ser até que eu goste), mas a Regina tem uma voz tão bonita e parece que ela está se divertindo mesmo com a música. (Tô me sentindo como aqueles apreciadores de vinho que ficam descrevendo o sabor no estilo: “o aroma deste lembra os campos da Toscana e o sabor amadeirado remete às colinas das Highlands”.) Fora o acento italiano, muito engraçadinha essa Regina Spektor. Estou com os versos “I’m just a soul whose intentions are good- OOH-OOH-OOH-OOH-OOH!” na cabeça há dias e dias. Tomara que eu enjoe logo, porque música na cabeça pra mim significa escutá-la to-da-ho-ra.

– Aleli (Los Broster)


Eu curto essas cordas estilo latino, mais especificamente estilo andino. Esse grupo aí é argentino e vim a escutar porque eles vão tocar em um festival daqui da terrinha. Eu gosto dessas coisas bagunçadas, muitas vozes, música festa, sabe? Não música de festa como se conhece normalmente, tipo ABBA, Balão Mágico e Bee Gees. Mas essa festa pra fazer a música, sabe? Como se nada fosse muito ensaiado, nada muito certinho. Eu acho legal, e esse pessoal aí segue nesse estilo.
Dá pra baixar o EP deles de graça e legalmente (ou só escutar) no site do grupo, aqui.

– With a Smile and a Song (Trilha sonora de “Branca de Neve”)


Estou roubando, porque essa semana basicamente só ouvi mesmo Regina e os argentinos, mas como hoje estava me preparando espiritualmente para encarnar a Branca de Neve amanhã no baile de fantasias, fiquei escutando essas musiquinhas. Eu acho que com o passar do tempo eu vou ficando mais idiota, porque quando era pequena nem via graça nesses animaizinhos e agora acho uma graça! Tão bonitinhos os guaxinins correndo pra ver quem está cantando! Mas então, a Branca de Neve é muito lady e princesa de verdade, porque aqueles gestos com os braços são de uma delicadeza e inocência não humanas. Ou pode ser que seja só meu jeito meio ogro, mas eu tentei imitar (pois é) e não deu certo. Nossa semelhança acaba no cabelo curto.

É isso aê, duas pessoas que lêem isso aqui. Bem que vocês podiam me dizer as suas musiquitchas da semana também, hein! Sabem como é, interação. Interatividade agora é a palavra da vez, mano.

5 Comentários

Arquivado em Uncategorized