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Walk away

Sabe uma coisa que me irrita e irrita profundamente? Gente que quer chocar. Chocar por chocar, assim, sem mais nem menos, sem propósito, só pra ser cool. Aliás, que coisa isso de ser cool, mas vamos lá.

Por exemplo, antes eu não ligava muito pra Lady Gaga. Era do tipo “deixa ela lá cantando de maneira gaga e usando as roupas esdrúxulas”. Mas chega um ponto no qual a mídia fica tão em cima, é tanta foto, tanto comentário e tanta importância dada ao que diabos essa mulher (e tanta controvérsia até em relação a se é mulher ou não) usa, que sinceramente acho que um ser se propõe a colocar um vestido de carne porque sabe que tem público – e só. Não tem mais porque.

E enquanto a coisa tá lá, meio distante, ainda irrita menos, embora irrite. Mas quando alguém vem falar pra você coisas do tipo “Vou raspar minha cabeça. Minha tia diz que é muito libertador. Isso e matar uma pessoa.”… Dá vontade de vomitar. No mínimo. Aí só me resta sair de perto e confirmar minha hostilidade com certas coisas/pessoas mesmo. Porque embora eu seja otimista com as pessoas, não sou platéia idiota.

*Ao som de Franz Ferdinand – Walk Away

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Money money money

E aí que todos os dias chegam idéias de posts no meu email, como parte da campanha do WordPress para escrever mais durante 2011. Normalmente as perguntas são ruins, mas às vezes uma ou outra coisa acabam despertando uma ideiazinha. É o caso deste post.

A pergunta: “What would your profession be if you didn’t need money?” (ou “qual seria sua profissão se você não precisasse de dinheiro?”). Amigos historiadores, vamos dar as mãos e rir?

Então fiquei pensando no caso contrário, isto é, e se eu não fosse para a História? Confesso que não consegui pensar propriamente em uma profissão, visto que fora estrela do rock e host de programas do Discovery Travel não consigo lembrar de nada. Pensei, portanto, em áreas de estudo promissoras, ou pelo menos mais do que a História. Cheguei à conclusão de que gostaria de ser cientista maluca, algo entre a academia e a profissão em si. Para tal, iria para a Física, área que sempre me pareceu que seria interessante se eu conseguisse entender alguma coisa.

Aí por fim concluí: nem quando eu posso escolher qualquer coisa do mundo, qualquer atividade que me faça ganhar rios de dinheiro e qualquer habilidade necessária para desenvolver a atividade eu largo o ranço da pobreza. Tá no sangue.

*Ao som de ABBA – Money Money Money

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Hey

Há pessoas como eu, abençoadas, que recebem um nome simples e “universal”, assim, reconhecível em vários idiomas e partes de mundo. Outras, também como eu, são agraciadas com um nome que é poço de piadas e, portanto, durante muitos anos uma fonte de frustração e medo no momento de se apresentar. O primeiro “oi” é difícil.

Sejamos justos: na verdade meu nome nem é assim tão cheio de piadas, mas ele é o tipo que provoca as mesmas piadas ad infinitum. Na verdade, três.

Comecemos pela mais datada. Quando eu era pequenina os amigos dos meus pais tinham mania de, ao escutar meu nome, fazer aquele tipo de pergunta chata: “Não é a Olivia Newton John, né?”. Não, não é. O fato é que naquela época eu não tinha idéia do que era Grease, John Travolta e muito menos Olivia Newton John. Mas eu achava esquisito o fato dela ter três “primeiros nomes”. Mas o tempo passa, voa, acelera, e já não existe mais tanta gente assim no mundo que tem a estrela de Grease e Xanadu assim, como ícone de referência. Aos poucos fui parando de escutar essa pergunta.

Dois clássicos, no entanto, persistem. As duas frases mais ouvidas na minha vida após proferir meu nome continuam firmes e fortes, embora o fato de eu não ser mais aquela criança doce (eu já fui uma meia-pessoa doce) tenha inibido as piadas.

“Não é a Olivia Palito, né?”. Não, colega, não. Não vou nem entrar no mérito da aparência física – não vou te dar corda.

Porém nada supera aquela que ainda hoje é a campeã dos piadistas: “Olivia?!?!? Cadê o Popeye?”.

Casal feliz

*Ao som de The Pixies – Hey

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You’re so vain

Ontem estava eu no meu canto, lendo coisas inúteis na internet (blogs de mulherzinha, twitter…) quando me deparo com a notícia de que a OMC concedeu ao Brasil o direito de retaliação nos impostos de importação de produtos americanos devido ao subsídio que os EUA oferecem ao algodão deles. Só que, como bem aprendemos desde a escola e mais ainda durante um curso de ciências humanas, nenhum texto é neutro, desprovido de opinião. Eu já recebi a notícia acompanhada de xingamentos ao governo.

Explicando melhor: eu tenho outra coisa a confessar (sim, estou cheia de confissões – num dia admito que minha playlist já teve coisas obscuras, no outro declaro pro mundo que gosto de futebol…): eu tenho um fraco por blogs de beleza e fico lá fuçando. Pois é. (mulherzinha mode: on) O aumento dos impostos vai afetar, entre outras áreas, a dos cosméticos, e é por isso que todo esse bando que escreve e lê sobre o assunto ficou arrasado e jogado no chão. Entendo, vão ter que gastar mais se quiserem continuar utilizando os mesmos produtos, mas daí a passar a “atacar” o governo por causa disso me pareceu O fim da picada. Li até que isso era “nacionalismo forçado”.

Eu não sou nacionalista. Confesso que estando fora do país às vezes me pego exaltando coisas brasileiras, mas é mais porque são coisas das quais eu sinto saudades, não que eu considere o Brasil e o brasileiro assim, o último biscoito do pacote, entendem? Só que também não o rebaixo e grito pros quatro ventos que eu tenho vergonha de ser brasileira. Aliás, minha nacionalidade não é uma grande parte da minha identidade pessoal (antes que alguém fale: claro que faz parte da minha identidade RG, mas aqui estou falando de identificação, do que eu sinto e como me defino): eu não sei sambar, não gosto de forró, conheço pouquíssimo do país e acho que até grande parte da comida “típica” (pra mim típico é arroz e feijão, mas tem esses pratos por aí) nunca experimentei.

Eu apóio a medida do governo. Ela foi aprovada por uma organização internacional que, acredito eu, é formda por pessoas competentes. Não é uma simples retaliação à revelia, é um ato pensado, decidido coletivamente. O resultado? O governo norte-americano está enviando seu secretário de comércio para tentar um acordo com o Brasil. Quando, me digam, os EUA prestariam atenção no Brasil economicamente? O Brasil está passando a ser levado a sério no cenário internacional. Pergunta capciosa: isso é ruim? E se os EUA estão se preocupando a este ponto é porque o Brasil é importante – por que, então, temos complexo de inferioridade?

A medida também não é pra durar pra sempre. O objetivo deste mundo capitalista é comércio – sem ele o mundo não se move e o sistema entra em colapso. Então não, a decisão não foi tomada para durar, mas para forçar os EUA a abrirem-se mais. Enfim.

O que mais me chocou disso tudo foram as reações. Como li a notícia no tal blog, tava todo mundo chorando por causa das maquiagens. E amaldiçoando o governo porque não podem mais comprar maquiagens! Eu fiquei assim, sem reação. Maquiagem é mais importante?

Ai, cansei de escrever sobre o assunto.

*Ao som de Brooke White – You’re So Vain

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Tell me why

Bem, não é caso de rir. Só que, claro, eu com a minha mania incontrolável de rir das coisas erradas (e na maioria das vezes na hora errada e na frente das pessoas erradas ainda por cima) não pude deixar passar essa ocasião. Mas vamos lá.

Tá todo mundo sabendo da gripe suína, tá todo mundo com medo dela, tá todo mundo evitando viajar pros países que são foco da doença (bem, não que eu conheça alguém que tenha desistido de viajar, mas essas são as notícias) e tá todo mundo exigindo medidas de prevenção por parte de seus respectivos governos. Beleza. Coisa bonita, pessoal conscientizado, preocupado… Mas o homem tem sempre umas coisas muito criativas. Não é que, no meio de um jogo de futebol de um time do México contra um time de algum outro país que não importa, um jogador não faz isso? :

Eu sei que esse vídeo deve ser o novo Susan Boyle no mundo do YouTube, mas mesmo sendo notícia velha eu simplesmente tinha que postar. Porque ao contrário do que todos fizeram (o certo, aliás, que é de cara ficar com nojo do cidadão), o que me veio imediatamente à cabeça foi: “gente, que criatividade!!!”. Porque pensa: o jogador da p* da vida. Ele tá doido pra dar uma de Edmundo e descer braço e pontapé no carinha do time adversário. No entando ele sabe que isso vai chamar muita atenção e que vai dar no mínimo um cartão vermelho, isso se ele não for punido mesmo pelo órgão que cuida do futebol (como que chama? É a FIFA?). Enfim, até aí tudo bem…: ele tem um ódio contido, um desejo de descontar aquilo tudo em alguém e não sabe como fazer. Aí lhe vem a brilhante idéia de tossir. Pela primeira vez na vida ele deve ter pensado: “Nu! Como vale a pena ser mexicano agora!”.

A grande questão pra mim, no entanto, a coisa que está me fazendo rir loucamente toda vez que penso nessa cena é a associação que ele fez. Que processo cognitivo se operou na cabeça do ser pra ele chegar a essa associação? Porque sério, desde quando essas palavras juntas fizeram algum sentido? FUTEBOL, AMEAÇA, TOSSE.

*Ao som de The Beatles – Tell me why

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Magical Mystery Tour

Eu sempre soube que Belo Horizonte não era uma cidade como qualquer outra. A começar pelo próprio clima de cidade interiorana, mas com quase 3 milhões de habitantes. Que BH é uma roça grande todo mundo sabe. Que é um ovo, também. E é igualmente de conhecimento geral que de alguma forma o desconhecido com quem você acaba de travar uma conversa na verdade não é tão desconhecido assim, pois você conhece alguém que é colega do amigo da irmã do tio do tal desconhecido. Agora não mais desconhecido, claro.

Belo Horizonte conta com duas cidades dentro de si mesma: Venda Nova e Barreiro. Nosso Centro pode ser atravessado facilmente a pé, e nele você vai encontrar velhinhas passeando porque não têm nada pra fazer em casa, e ao lado delas vai ver também moleques skatistas, emos, punks, pagodeiros e por aí vai. No mesmo Centro a gente pode passar pelas ruas mais sombrias, cheias de cabines eróticas e cinemas pornôs (além da oferta de experimentação corporal, obviamente), mas também vai encontrar os itens mais tradicionais mineiros ao passar pelo Mercado Central.

Tem o maníaco que furava bundas (!) e tem o senhor que fica tocando acordeon no ponto de ônibus em frente o Edifício Mariana. E já comentei anteriormente do sex shop mega store bem across the street de uma igreja evangélica.

Tudo isso já estava me parecendo realmente normal e eu já me considerava relativamente acostumada com essas contradições da capitar, quando eis que reparo numa placa. Ali na esquina de Afonso Pena com Rua da Bahia, do lado do Othon Palace Hotel, ali onde começa a Feira Hippie e o Parque Municipal, ali em frente o Mercado das Flores está a placa indicando:

Aeroporto Internacional
Pastelândia


Pastelândia?!?!?!?!

*Ao som de Ladysmith Black Mambazo – Homeless

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Eletricidade e seus produtos

Qual é a pior coisa que pode acontecer para estragar completamente a dinâmica do nosso dia? Em tempos modernos eu afirmo: falta de energia elétrica.

Meu irmão e eu estamos de férias, hoje particularmente (como em tantos outros dias, mas para dar a impressão de que sou uma pessoa ocupada coloquei esse “particularmente”) estamos ambos em casa, treinando nossas habilidades de Homer Simpson. TV, computador, internet, comida esquentada no microondas, telefone sem fio que precisa estar sempre ligado na tomada, celulares sem bateria. E eis que de repente a energia se vai. Investigando aqui e acolá eu descubro que 3, sim, TRÊS contas estão pendentes. O motivo? Confiança nos serviços da modernidade. Pensando minha querida mamãe, provedora do lar, que as contas se encontravam em débito automático nem se preocupava com o pagamento das mesmas. O resultado? Dois enlouquecidos num apartamento sem absolutamente nada para fazer.

Graças, porém, a outros produtos da era moderna, pudemos ligar nossos notebooks na tomada do corredor do condomínio e aproveitar a internet wireless sem senha de algum vizinho.

A modernidade é mesmo um paradoxo.

*Ao som de The Gnome – Emerson, Lake & Palmer

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